Água das Lombadas regressa ao mercado em 2019

Água das Lombadas regressa ao mercado em 2019

 

Lusa/AO online   Regional   3 de Nov de 2017, 15:02

A água mineral das Lombadas, na ilha de São Miguel, vai regressar ao mercado dentro de 18 meses, estimando a empresa Atlantifalcom, que ficou com a exploração da água, a produção de 40 mil garrafas por hora.


"Dentro de 18 meses deverá sair a primeira garrafa de água das Lombadas", disse Ricardo Lima, da empresa Atlantifalcom, estimando uma produção anual de cerca de 44 milhões de litros o que equivale a toda a produção das outras seis empresas a nível nacional.

Ricardo Lima falava aos jornalistas à margem da assinatura do contrato de concessão da exploração da água mineral das Lombadas, que se localiza na Ribeira Grande, ilha de São Miguel.

A exploração da "Água das Lombadas" desenvolveu-se desde finais do século XIX até finais do século XX, mas a sua produção foi interrompida na sequência de um deslizamento de terras que ocorreu em 1998 e destruiu a unidade industrial de engarrafamento, pelo que a exploração está atualmente suspensa.

O Governo Regional desenvolveu diversas iniciativas para a promoção da água mineral e na procura de potenciais investidores, tendo sido abertos concursos públicos, o penúltimo dos quais, lançado em 2011, ficou deserto.

O contrato hoje assinado, na sequência do último concurso, a que concorreram três projetos, prevê a concessão da exploração por 50 anos, prorrogável por períodos mínimos de cinco anos e máximos de 15 anos, até ao limite de 90 anos.

Com a concessão a privados, além do investimento necessário para dar inicio à exploração daquele recurso, a região receberá anualmente, decorridos sete anos a partir da celebração do contrato, os encargos de exploração correspondentes a 2% do resultado líquido da exploração.

"Pretendemos por em pé um projeto que foi o sonho de muitos e que em breve se tornará realidade", salientou Ricardo Lima, sublinhando que aquele recurso natural "tem sido subaproveitado do ponto de vista empresarial".

Ricardo Lima adiantou que a maioria da produção terá com objetivo a exportação, referindo que a empresa quer desenvolver, a médio prazo, outros produtos que não especificou e pretende conquistar novos mercados no estrangeiro, como Médio Oriente ou até Brasil.

Na assinatura do contrato, o vice-presidente do Governo Regional sustentou que a água das Lombadas "pode igualmente tornar-se um dos nossos produtos de maior notoriedade" como outros especialmente vocacionados para a exportação, nomeadamente a carne, o leite e produtos lácteos, o peixe, as conservas de peixe, vinhos, madeira e flores.

Sérgio Ávila sublinhou a importância do contrato, pelo valor do investimento envolvido, que "rondará os 10 milhões de euros direcionado para os mercados externos", e que permite criar "22 postos de trabalho diretamente ligados ao projeto que, pela sua dimensão, envolverá, por via indireta, outros setores de atividade".

"Hoje, temos em carteira muitas dezenas de novos projetos de investimento privado envolvendo investidores externos à Região e que se devem concretizar ao longo dos próximos tempos", salientou.

O vice-presidente do Governo Regional destacou o potencial da água das Lombadas que "é ainda lembrada pelos açorianos, mas também no continente, onde chegou a ser comercializada e muito apreciada" e que "pode concorrer em pé de igualdade" com "as melhores águas do país e da Europa".



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