Agressor de Notre Dame (Paris) gritou "Isto é pela Síria"

Agressor de Notre Dame (Paris) gritou "Isto é pela Síria"

 

LUSA/AO online   Internacional   6 de Jun de 2017, 18:27

O homem que agrediu hoje um polícia com um martelo na zona da catedral de Notre Dame em Paris gritou na altura do ataque: "Isto é pela Síria2, declarou o ministro do Interior francês

Em declarações à comunicação social no local da agressão, o ministro Gérard Collomb referiu que o agressor apresentou-se como um estudante argelino e que as autoridades estão a verificar a autenticidade dos documentos.

“Trata-se de alguém que se apresentou como um estudante argelino, estava na posse de um documento de identificação e iremos verificar a autenticidade” dos documentos, disse o ministro do Interior, precisando que o agressor, ferido a tiro e transportado para o hospital, tinha também na sua posse “facas de cozinha”.

A procuradoria antiterrorista de Paris anunciou a abertura de um inquérito ao incidente.

Fonte próxima da investigação a este incidente, citada pela agência noticiosa francesa AFP, disse que o agressor “reivindicou ser um soldado do califado” do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Segundo as primeiras informações recolhidas, o homem terá agido sozinho, mas a investigação vai prosseguir para tentar apurar se existem cúmplices.

"O polícia alvo da agressão encontra-se bem, os ferimentos não são muito graves. O atentado poderia ter sido pior” se a polícia não tivesse reagido, explicou ainda o ministro.

Hoje à tarde, a polícia francesa confirmou que um agente tinha sido atacado junto da catedral de Notre Dame, indicando que o agente visado disparou e feriu o agressor.

Um porta-voz da polícia disse que o agente atacado usou a arma de serviço para disparar contra o atacante e que este foi transportado para o hospital.

A operação policial junto da catedral de Notre Dame foi dada entretanto como terminada.

A polícia montou um perímetro de segurança em torno da catedral e ordenou o encerramento de várias estações de metro na zona.

A operação policial deixou bloqueadas no interior da catedral cerca de 900 pessoas que, segundo a polícia, poderão abandonar o local depois de serem revistadas.


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