Agrava-se estado de saúde de auxiliar de enfermagem espanhola

Agrava-se estado de saúde de auxiliar de enfermagem espanhola

 

Lusa/AO online   Internacional   9 de Out de 2014, 17:21

O estado de saúde da auxiliar de enfermagem espanhola infetada com o Ébola agravou-se desde a manhã de hoje, com um irmão a confirmar que a situação está "complicada" e que os médicos não estão muito esperançados.

 

“Esperanças? É possível, mas dizem-me que não são grandes”, disse Romero Ramos, irmão da auxiliar de enfermagem em declarações à La Voz de Galicia.

Segundo explicou, uma médica no Hospital Carlos III disse à família que “não há grandes esperanças” sobre o estado de saúde de Teresa Romero Ramos e que “a coisa está complicada”.

Posteriormente, concretizou que a paciente “está entubada e apresenta problemas pulmonares” e que os médicos estão a considerar recorrer a outro medicamento.

Recorde-se que a informação para já disponível - quando ainda não está concluída a investigação - sugere que uma cadeia de erros terá permitido o contágio da auxiliar de enfermagem.

A própria admitiu que terá tocado na cara quando retirava o fato protetor que usou quando entrou no quarto do missionário Manuel García Viejo, a segunda vítima mortal espanhola do vírus, que foi transferido de África e morreu em Madrid.

Paralelamente funcionários sanitários continuam a culpar as autoridades pela falta de formação dada às equipas envolvidas na resposta ao Ébola, com dúvidas sobre o tipo de fato protetores usados e outros procedimentos.

Entretanto responsáveis médicos no Hospital Carlos III confirmaram que atualmente, com a auxiliar de enfermagem, há sete pessoas internadas naquela unidade no âmbito do protocolo de prevenção do Ébola.

Yolanda Fuentes, sub-diretora do Hospital Carlos III confirmou que o número aumentou para sete depois da entrada de um médico, “que ficará sob vigilância ativa”, juntando-se a Teresa Romero e a cinco outras pessoas sob observação.

São elas Javier Limón, marido da auxiliar de enfermagem infetada - que não apresenta sintomas mas contínua sob vigilância pelo risco de convivência com a mulher.

Está também o médico Juan Manuel Parra, que atendeu Teresa Romero nas urgências do Hospital de Alcorcon, sem sintomas e que entrou voluntariamente na quarta-feira, e a médico de família que atendeu a infetada no centro de Saúde de Alcorcon, ambos assintomáticos.

Sob observação estão também dois enfermeiros da equipa do Carlos III que tratou os missionários - à espera de realizar a primeira análise ao vírus

Cerca de 50 outras pessoas que estiveram em contacto com a paciente principal estão sob o protocolo de vigilância que consiste em medir a temperatura duas vezes por dia.

Paralelamente à parte clínica continua o debate em Espanha sobre as implicações políticas do caso.

O conselheiro de Saúde da Comunidade de Madrird, Javir Rodríguez - que na quarta-feira acusou a paciente infetada de mentir sobre o seu estado de saúde - corrigiu hoje as suas palavras, considerando que a mulher ocultou informação.

O Governo regional madrileno e o Ministério da Saúde espanhol, por seu lado, continuam a defender os protocolos em vigor atribuindo o caso de Teresa Romero a “um desgraçado erro humano”.


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