Agendamento de reunião gera discórdia entre sindicato e administração da SATA


 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Abr de 2017, 18:14

A Direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) negou hoje o agendamento de uma reunião, na sexta-feira, com a administração da SATA, mas o presidente da transportadora insiste que o encontro está marcado.

 

“Não está agendada qualquer reunião na próxima sexta-feira entre o SNPVAC e a SATA”, refere o sindicato num comunicado, em que pretende “esclarecer e repor a verdade sobre a greve no Grupo SATA”.

Os tripulantes de cabine da Azores Airlines, antiga SATA Internacional, vão estar em greve nos dias 01 e 02 de maio, assegurando apenas três voos de serviços mínimos, anunciou na passada semana o SNPVAC.

Nos mesmos dias decorrerá também uma greve na SATA Air Açores, que voa entre as nove ilhas do arquipélago.

Na terça-feira a administração da SATA emitiu um comunicado, onde informa que irá decorrer na sexta-feira uma reunião, a pedido da Comissão de Trabalhadores da SATA Internacional, envolvendo a empresa e o sindicato.

Contactado hoje pela Lusa, o presidente do Conselho de Administração da SATA, Paulo Menezes esclareceu que a reunião “foi solicitada a 16 de abril” pela Comissão de Trabalhadores da SATA Internacional, “organismo que representa os interesses de todos os trabalhadores da empresa”, tendo respondido que estaria presente no encontro, para o qual também foi convidado o sindicato.

De acordo com a convocatória a que a agência Lusa teve acesso, a reunião com “caráter extraordinário” irá decorrer em Lisboa, pelas 15:00 e visa “analisar as circunstâncias que levaram a este desfecho, bem como as hipóteses de procurar entendimento, com o objetivo comum de satisfazer as necessidades da empresa e dos trabalhadores”.

Paulo Menezes já exortou o SNPVAC a retirar o pré-aviso de greve, considerando haver condições para dialogar desde que não seja posta em causa a recuperação financeira da empresa.

O incumprimento de vários pontos do acordo de empresa, assim como de alguns protocolos assinados, são os motivos apontados pelo sindicato, que também “exorta a companhia aérea a cumprir integralmente a lei e tudo o que está assinado entre as partes”.

Segundo o sindicato, “foi a empresa quem provocou a rutura de diálogo ao não cumprir o previsto na lei, no acordo de empresa e nos protocolos assinados pelas partes”.

No comunicado, o SNPVAC, afirmou que considera “fundamental” que o diálogo se faça “num clima que não pode estar condicionado pelos reiterados incumprimentos da SATA”.

“Só havendo uma demonstração de boa-fé da SATA é que poderemos aceitar retirar o pré-aviso de greve”, referiu o sindicato no mesmo comunicado.

O presidente do Conselho de Administração da SATA considerou que “só o facto de haver um pré-aviso de greve já está a ter impactos na empresa”, acrescentando que há passageiros perante a eventualidade de uma greve que optam por não comprar bilhete na SATA e isso “prejudica o percurso de recuperação económica”.

O SNPVAC alegou ainda que foram “as más decisões das sucessivas administrações, nomeadas politicamente e sem qualquer experiência no setor da aviação”, que colocaram a empresa “na situação em que está hoje”.

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