Agências de Viagens querem Turismo a discutir desafios e responsabilidades do setor

Agências de Viagens querem Turismo a discutir desafios e responsabilidades do setor

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Set de 2014, 06:54

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) quer pôr os vários agentes do Turismo a discutir os Desafios e Responsabilidades que envolvem o setor, tendo escolhido este tema para o congresso deste ano.

O presidente da associação apresentou hoje em Lisboa alguns dados do 40.º Congresso da APAVT, uma reunião anual que envolve centenas de agentes e operadores ligados ao Turismo, assim como partidos e governantes, que se vai realizar este ano em Évora, em dezembro.

"Debateremos ao longo das várias sessões alguns importantes desafios que teremos que encarar no próximo futuro, entre outros, aqueles que se nos deparam no âmbito do marketing digital e relativamente à insuportável voracidade que a IATA [Associação Internacional do Transporte Aéreo] vem demonstrando, naquilo que cada vez mais poderá ser caracterizado como abuso de situação dominante", afirmou o presidente da APAVT.

Pedro Costa Ferreira defendeu ainda que, apesar da preocupação com os desafios, premente é "cumprir responsabilidades".

"Desde logo, ao nível do associativismo, porque tudo o que nos une continua a ser muito mais relevante do que o que nos separa. Em segundo lugar, ao nível da responsabilidade social, que hoje deve acompanhar qualquer desenvolvimento empresarial, porque a procura exclusiva do lucro, sem regras, simplesmente já não é nem credível, nem eticamente aceitável. Finalmente, ao nível da sustentabilidade, porque a solidariedade e a justiça inter-geracional tem que existir, mesmo que as próximas gerações ainda não existam", explicou.

O responsável defendeu, perante uma plateia diversificada, de operadores ligados ao setor e do secretário de Estado do Turismo, que é preciso assumir a responsabilidade de perceber o que pode dar, "antes de exigir receber".

"O que podemos dar à comunidade, antes de receber os lucros da nossa atividade; o que podemos fazer pela sustentabilidade antes de estragarmos o destino turístico em que vivemos; o que podemos assumir perante o nosso país, antes de reclamar que nos tragam as soluções fáceis que sabemos inexistirem", acrescentou.

"Toda a gente sabe que este é um congresso organizado por agentes de viagens, mas que pretende, todos os anos, ser mais que um congresso de agentes de viagens. Realizamos todos os anos um grande esforço de partilha de informação e de conhecimento, com os nossos parceiros da cadeia de valor. Queremos, como sempre, analisar e aprender com hoteleiros e companhias aéreas, com rent-a-car e com a animação turística, com os privados e com a tutela. Porque sabemos que é possível obter consensos onde à partida tínhamos divergências. E porque aprendemos ao longo de muitos anos de trabalho que é possível estabelecer produtivos projetos de entendimento, mesmo onde não é possível afastar divergências", disse ainda Pedro Costa Ferreira.

O presidente da APAVT assinalou ainda a presença do secretário de Estado Adolfo Mesquita Nunes, afirmando que este governante representa algo que o país político e económico, disse, ainda não conseguiu absorver: "O facto de os resultados do setor, sendo essencialmente fruto do trabalho dos privados, serem também consequência da cultura de diálogo e de construção, entre a esfera privada e a tutela, que existe no sector e que bem poderia ser tomada como exemplo para outras áreas da nossa economia e do nosso país".

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