AG do Santa Clara recusa ROC para verificar realização de ações de antigo presidente

AG do Santa Clara recusa ROC para verificar realização de ações de antigo presidente

 

AO/LUSA   Futebol   12 de Nov de 2016, 09:06

A mesa da assembleia-geral da SAD do Santa Clara recusou hoje nomear um Revisor Oficial de Contas (ROC) independente para apurar se o antigo presidente da SAD Mário Batista realizou financeiramente as suas ações.

"Não foi aceite essa proposta dado que é uma matéria que está em litígio anterior e portanto o clube apresentou a recusa disso. Os tribunais estão a dirimir essas questões e portanto, juridicamente, depois há de se ver quem é que tem razão", afirmou Costa Martins, presidente da assembleia geral da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Santa Clara, cuja equipa de futebol alinha na II Liga.

Mário Batista, antigo presidente que detinha de 47,6% das ações da SAD, requereu judicialmente a convocação de uma assembleia geral de acionistas com o ponto único de "designação de revisor oficial de contas sem interesse na sociedade" para "verificação da entrada" de 50% das ações avaliadas em cerca de 238 mil euros.

"Foi recusada a minha proposta, o que indicia que de facto as pessoas não estão interessadas na verdade, em apurar os factos", disse.

O atual presidente do clube e da SAD 'encarnada', Rui Cordeiro, considera que "o alegado crédito" de Mário Batista "é uma dívida que neste momento está a ser paga pela SAD do Santa Clara ao [banco] Santander" relativa a uma "manigância contabilística descoberta nas contas".

"Se não existe crédito vamos verificar o quê? Ou seja, não existe crédito do acionista em questão sobre a sociedade e se não existe crédito não carece de verificação através de revisor", garante Rui Cordeiro.

Na última assembleia geral da SAD, a 31 de Outubro, os acionistas aprovaram a perda das ações tituladas pelo acionista Mário Batista alegando falta de realização financeira, bem como a venda da totalidade das ações (47,6%) a terceiros.

Na mesma reunião, não foram reconhecidos os documentos comprovativos da venda de 46,6% das ações da SAD detidas por Mário Batista a Ismail Uzun, empresário turco, e por isso foi recusada a participação do seu representante na reunião.

A situação repetiu-se hoje, com Pedro Gomes, advogado e representante de Ismail Uzun, a abandonar a sala antes da realização da reunião.

"Uma vez mais o senhor presidente da assembleia geral não aceitou a qualidade de acionista do senhor Ismail Uzun e nessa medida recusou a participação dele na assembleia geral de hoje", disse Pedro Gomes aos jornalistas.

Quer Mário Batista quer Pedro Gomes apresentaram em Tribunal providências cautelares com o intuito de impugnar "todas as deliberações" da assembleia-geral do passado dia 31 de outubro.


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