Advogado nos Açores nega alegados crimes de burla e falsificação de documentos

Advogado nos Açores nega alegados crimes de burla e falsificação de documentos

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Jun de 2017, 12:55

Um advogado da ilha de São Miguel, acusado de burla, falsificação de documentos e abuso de confiança, negou hoje a prática dos alegados crimes, numa sessão onde foi possível prosseguir com o julgamento após vários adiamentos.

 

António Jorge Viveiros Raposo, advogado com escritório em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, está a cumprir, desde julho do ano passado, uma pena de seis anos de prisão, acusado num outro processo de burla.

A audiência deste julgamento, por um coletivo de juízes, tem vindo a ter adiamentos decorrentes de sucessivas renúncias dos defensores nomeados pela Ordem dos Advogados, uma vez que o arguido tem contestado os defensores nomeados pela Ordem.

Hoje, na sexta sessão da audiência de julgamento, o arguido voltou a contestar o advogado nomeado pelo Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados, alegando incompatibilidade com o defensor.

O arguido referiu que "nunca foi notificado do endereço do defensor nomeado" e que este "apareceu" no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada apenas nas vésperas do julgamento, e "sem" oportunidade de terem conferenciado com muita antecedência.

"Um coletivo não se pode preparar com menos de 24 horas", sustentou, acrescentando "não" ter culpa nenhuma dos "sucessivos adiamentos e sucessivas deslocações" ao Tribunal de Ponta Delgada.

Já o atual advogado do arguido, que pediu a sua substituição no caso, afirmou ter ficado "cerca de 20 minutos" à espera do cliente no estabelecimento prisional e considerou não haver qualquer perda de relação de confiança.

Mas a juíza, presidente do coletivo, afirmou que "as sucessivas recusas" constituem "uma manobra para obstar a realização do julgamento" e que "o arguido podia ter constituído mandatário", ficando determinado que o julgamento iria prosseguir.

Na audiência de julgamento, onde foram ouvidas testemunhas, o arguido sustentou não ter tido uma conduta criminal com os clientes.

"Não vejo que a minha conduta possa ter consubstanciado a prática de um crime", sublinhou, referindo que estava "mandatado pelos ofendidos para gerir e receber dinheiro (...)".

O julgamento prossegue a 20 de junho.

 

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