Adubos de Portugal e General Electric constituidas arguidas

Adubos de Portugal e General Electric constituidas arguidas

 

Lusa/AO online   Nacional   13 de Jul de 2016, 17:56

A empresa Adubos de Portugal e a multinacional General Electric foram constituídas arguidas no âmbito do caso da legionella em Vila Franca de Xira, que provocou a morte a 12 pessoas, disse à Lusa fonte ligada à investigação.

 

Contactada pela Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apenas disse que o inquérito se encontra "em investigação e envolve recolha e análise de prova que se tem vindo a revelar como muito complexa e exames periciais igualmente de grande complexidade, alguns deles complementares a outros já realizados mas essenciais para a descoberta da verdade".

A agência Lusa questionou a PGR sobre quantos arguidos tinha até ao momento este caso, mas não obteve resposta em tempo útil.

A Lusa contactou ainda o advogado da Adubos de Portugal, José Eduardo Martins, que apenas afirmou não ter declarações a fazer, tal como a assessoria de imprensa da empresa.

"Não confirmo nem desminto. Não tenho qualquer declaração a fazer por parte do meu cliente", afirmou o advogado.

Também a General Electric foi contactada pela Lusa, mas até ao momento não respondeu.

O caso remonta a 2014, quando um surto de legionella em Vila Franca de Xira causou 12 mortes e infetou 375 pessoas com a bactéria.

De acordo com o balanço feito na altura, as vítimas mortais tinham entre 43 e 89 anos e eram nove são homens e três mulheres. A taxa de letalidade do surto foi de 3,2%.

O surto, o terceiro com mais casos em todo o mundo, teve inicio a 07 de novembro e foi controlado em duas semanas. Na altura, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, realçou a resposta dos hospitais, que "trataram mais de 300 pneumonias".

Numa resposta enviada à agência Lusa em novembro do ano passado, quando fez um ano sobre o caso, fonte do Ministério Público (MP) adiantou que deram entrada 211 queixas de lesados diretos e de familiares das vítimas.

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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