Adiado plenário do parlamento dos Açores


 

AO/Lusa   Regional   8 de Jan de 2017, 12:44

O plenário do parlamento dos Açores que estava previsto decorrer na próxima semana, na Horta, ilha do Faial, foi adiado para a semana seguinte, devido ao luto nacional decretado pela morte de Mário Soares, foi hoje anunciado.

 

“Tendo sido decretado três dias de luto nacional, a presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores informa que o período legislativo de janeiro foi adiado, estando programado o início dos trabalhos para o próximo dia 17 de janeiro”, refere uma nota do parlamento regional enviada à agência Lusa.

No sábado, numa reação à morte do antigo chefe de Estado, a presidente da Assembleia Legislativa Regional, Ana Luís, considerou que o exemplo da ação política e cívica de Mário Soares “é um legado que muito” honra e “será, certamente, uma inspiração para as gerações vindouras”.

Numa mensagem de condolências à morte do antigo Presidente da República, Ana Luís manifestou “profundo pesar pelo falecimento” de Mário Soares, “personalidade incontornável da democracia portuguesa”.

“Hoje [sábado] é um dia de luto para Portugal, não só pela perda de um homem que desempenhou os mais altos cargos políticos da nação, mas principalmente porque perdeu um homem de grandes convicções, o defensor de uma Europa unida e um lutador incansável pela liberdade e pela democracia”, referiu Ana Luís, que expressou, ainda, condolências e solidariedade à família.

Mário Soares morreu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de segunda-feira, e o funeral de Estado realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996



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