Acusações de abusos feitas por WikiLeaks são "extraordinariamente graves"


 

Lusa   Internacional   24 de Out de 2010, 21:59

As acusações de abusos durante a guerra no Iraque contidas nos cerca de 400.000 documentos confidenciais divulgados na sexta-feira pelo site WikiLeaks são "extraordinariamente graves", declarou hoje o vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, à BBC
“Podemos lamentar a forma como estas fugas ocorreram, mas eu penso que a natureza das acusações feitas é extremamente grave”, disse Clegg numa entrevista à televisão BBC One.

“A sua leitura é terrível e elas são muito graves. Suponho que a administração norte-americana quererá dar a sua resposta. Não nos compete dizer-lhe como fazê-lo”, adiantou o vice-primeiro-ministro liberal democrata, conhecido pela sua oposição ao envolvimento de Londres na guerra do Iraque, que já classificou de “ilegal”.

Segundo Clegg, “tudo o que sugere que as regras básicas da guerra foram violadas ou que a tortura poderia ser de alguma forma tolerada é extremamente grave e deve ser analisado”.

Em relação aos documentos divulgados, o jornal The Observer informa hoje que um deles indica que um helicóptero do exército britânico estava prestes a deter em 2005 o jordano Abu Mussab Zarqaui, chefe da Al-Qaida no Iraque morto em 2006, quando teve de voltar para trás devido à falta de combustível.


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