Açucareira dos Açores regulariza situação com 80 produtores de beterraba

Açucareira dos Açores regulariza situação com 80 produtores de beterraba

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Dez de 2016, 16:22

A açucareira Sinaga regularizou os pagamentos em falta a 80 produtores de beterraba da ilha de São Miguel, no valor de 170 mil euros, disse à agência Lusa o seu presidente.

 

“Confirmo que procedemos ao pagamento, há cerca de uma semana, e temos todos os produtores de beterraba da ilha de São Miguel com a situação em dia”, declarou Paulo Neves.

Há cerca de um mês que os produtores de beterraba aguardam a regularização financeira com a indústria transformadora de açúcar, única nos Açores, o que gerou o descontentamento da Federação Agrícola dos Açores, que representa os agricultores.

O responsável pela Sociedade Indústrias Agrícolas Açoreanas declarou que as perspetivas de crescimento do número dos produtores de beterraba “são interessantes”, mas os contratos só começarão a ser regularizados em janeiro.

“Temos sido abordados por alguns produtores e, neste momento, o número de cultivadores que contactou a Sinaga (60) é superior a igual período de 2015 (40)”, disse.

Paulo Neves está otimista em relação ao aumento da área de cultivo da beterraba, mas prefere falar num ”crescimento consistente”, face à “expetativa dos cultivadores” com a empresa, que afirmou que “irá cumprir com as suas obrigações com os produtores.

A empresa, adquirida pelo Governo Regional há seis anos, possui um passivo de 22 milhões de euros, sendo que os ativos atingem cerca de 20 milhões de euros.

A 18 de novembro, o secretário regional da Agricultura e Florestas dos Açores, João Ponte, afirmou que uma solução para a empresa Sinaga seria conhecida dentro de seis meses.

“O Governo dos Açores está determinado em, num prazo razoável - e estimo que em seis meses -, ter definida uma solução para a Sinaga, uma solução que deverá ser devidamente trabalhada com os parceiros neste processo”, afirmou João Ponte, no parlamento regional, na Horta, ilha do Faial.

Já a 27 de dezembro, João Ponte reiterou que a viabilização da Sinaga passa pelo envolvimento dos privados, sem esclarecer quem suportará o passivo superior a 20 milhões de euros.

“A solução do futuro na Sinaga, de viabilização da empresa, há de passar, naturalmente, por uma solução em que estejam envolvidos também os parceiros privados”, afirmou João Ponte, após uma reunião com a Direção do Sindicato das Indústrias Transformadoras, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Uma das hipóteses apontadas para a Sinaga passa pela construção de uma nova unidade fabril, num processo em que Direção do Sindicato das Indústrias Transformadoras aponta a necessidade de serem salvaguardados os postos de trabalho.

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