Açorianos vivem situação "muito difícil" por "incompetência" do Governo Regional

Açorianos vivem situação "muito difícil" por "incompetência" do Governo Regional

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Jul de 2014, 06:59

O presidente do PSD/Açores disse hoje que o último ano foi "muito difícil" para os açorianos devido à "incompetência" do Governo Regional, mas reconheceu que foi também um período difícil para o partido, que sofreu duas derrotas eleitorais.

Duarte Freitas fez hoje um balanço do "ano político", em Ponta Delgada, num encontro com jornalistas onde apontou o crescimento do desemprego "de forma contínua" verificado no último ano e meio na região e os "indicadores sociais muito graves" dos Açores.

O dirigente social-democrata concluiu que este "foi um ano muito difícil para os açorianos", voltando a atribuir responsabilidades pela situação "à incapacidade" do Governo Regional socialista para responder "à maior crise económica e social" que vivem os Açores desde a autonomia política, conquistada na sequência do 25 de Abril.

Duarte Freitas sublinhou que "não é verdade" que o PSD só critique, como dizem os socialistas, e referiu que o partido já apresentou 44 "propostas políticas", disponíveis no novo site do PSD/Açores, hoje apresentado, 30 das quais foram materializadas em iniciativas legislativas.

Isto além de o PSD se ter abstido na votação dos últimos dois orçamentos regionais, vincou.

O PSD/Açores "já deu todas as chances" aos socialistas, mas o Governo Regional revelou "incompetência" e "incapacidade" para lidar com a crise, considerou, aproveitando para criticar de novo a recente remodelação no executivo de Vasco Cordeiro, que "não mexeu nas áreas económicas".

"O Governo é cada vez mais Sérgio Ávila [o vice-presidente do executivo] perante a incapacidade de liderança de Vasco Cordeiro. E se Sérgio Ávila já detinha todo o poder nas áreas económicas, agora a sua influência, como se percebe, também passou para as áreas do social", acrescentou.

Mas, questionado pelos jornalistas, reconheceu que, depois de derrotas nas autárquicas e nas europeias, o último ano foi também "muito difícil" para o PSD/Açores, na oposição há 18 anos.

"O nosso trabalho, o meu trabalho, como sempre foi definido, é um trabalho de médio e longo prazo, de preparar o PSD/Açores para reconstruir o elo que existia e torná-lo mais forte, entre os açorianos e o PSD/Açores", afirmou.

Por outro lado, sublinhou que "cada eleição é uma eleição" e lembrou que, por exemplo, em 1993, o PS perdeu as autárquicas no arquipélago e depois ganhou as regionais de 1996.

Duarte Freitas sublinhou que desde o início desta legislatura nos Açores, que arrancou em novembro de 2012, o PSD/Açores tem sido um partido "da autonomia", da "propositura" e "do diálogo", dizendo que é isso que vai continuar a fazer.

"É assim que se afirma uma alternativa credível", sublinhou.

Duarte Freitas disse, por outro lado, ainda ser cedo para afirmar se o PSD vai voltar abster-se no orçamento regional de 2015, até por ainda se desconhecer a proposta do executivo regional.

"Agora, aquilo que começa a ser evidente é que este Governo [Regional] teve todas as condições para governar bem e é de alguma forma o próprio Governo que começa a reconhecer a sua incapacidade e os seus erros", reiterou, numa nova alusão à recente remodelação governamental.

 


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