Açorianos têm um Governo das desculpas quando mereciam Governo que pedisse desculpa

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Lider do PSD Acores Duarte Freitas na Assembleia Regional

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O líder parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa Regional afirmou hoje que "os açorianos têm um Governo das desculpas, quando mereciam ter um Governo que pedisse desculpa pelo que promete e não cumpre"
 

"Os Açores têm, assim, um Governo que só existe quando há boas notícias para dar ou inaugurações a fazer. Quando algo corre mal transforma-se no Governo das desculpas”, acusou Duarte Freitas, no debate final das propostas de Plano e Orçamento regionais para 2017, na Horta, ilha do Faial

O também presidente do PSD/Açores enumerou antes um conjunto de questões que justificam as “desculpas” do Governo Regional, liderado pelo socialista Vasco Cordeiro.

“A economia não cresce? A culpa é dos bancos. As obras repetidamente prometidas estão por fazer? A culpa é do Tribunal de Contas. Os resultados escolares são maus? A culpa é dos pais dos alunos. O rendimento dos lavradores diminui? A culpa é da Rússia”, exemplificou.

No plenário, Duarte Freitas destacou que “estes são os mesmos governantes que prometeram mil empregos no setor das florestas e não criaram nenhum” ou que “prometeram túneis, estradas e portos, mas que, ano após ano, arranjam mil e uma desculpas para não cumprir o que prometeram às populações”.

“Estes são os mesmos governantes que se comprometeram a celebrar um contrato com a Universidade dos Açores para crescimento económico e criação de emprego e do qual não resultou um único euro ou um simples posto de trabalho. Estes são os mesmos governantes que se comprometeram a criar incentivos ao arrendamento, compra e recuperação de habitações por jovens, mas que nada fizeram”, frisou ainda.

Duarte Freitas continuou: “Estes são os mesmos governantes que se comprometeram a aumentar o rendimento dos agricultores e dos pescadores, mas estes passam cada vez mais dificuldades” ou que “se comprometeram a garantir médicos de família para todos os açorianos em 2016 e que há poucos meses diziam que tal aconteceria em 2018, falando agora já em 2019”.

Antes, o social-democrata declarou que as propostas de Plano e Orçamento e as Orientações de Médio Prazo “deveriam ter como primeiro e último objetivo melhorar a vida dos açorianos”, mas são “mais do mesmo” e “fazer mais do mesmo não melhora a vida dos açorianos”.

“Fazer mais do mesmo significa insistir na mesma receita de sempre, que tem sido incapaz de levar os Açores a mais altos patamares de desenvolvimento”, acrescentou, considerando que este "Orçamento não melhora a vida dos açorianos porque não dá resposta às 59 mil pessoas sem médico de família ou às dez mil que esperam por uma cirurgia, muitas das quais há mais de três anos”.

Para o líder do PSD/Açores, primeiro partido a anunciar o voto contra, este "Orçamento não melhora a vida dos açorianos ao cortar mais de 10% no investimento na Educação, quando os Açores têm a maior taxa de insucesso e abandono escolar precoce do país” ou “porque não tem uma estratégia de combate à pobreza”.

No final, declarou que os Açores precisam de uma oposição ativa “em relação a um poder que se instalou e cristalizou como se vivesse para si próprio”, prometendo uma oposição “responsável”, convicto de que o PSD não muda hoje o governo ou a governação, mas pode mudar para melhorar a vida de muitos açorianos.