Moeda única

Açorianos apontam vantagens e desvantagens da moeda única

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Bruna Ferreira   Regional   27 de Dez de 2011, 09:50

A um de Janeiro de 2012 celebram-se os dez anos da introdução das notas e moedas de euros em Portugal,  com os açorianos a destacar tanto as vantagens como as desvantagens da moeda única europeia.
De acordo com Jorge Gaudêncio, motorista de táxi, a moeda única só veio “atrapalhar” a vida dos açorianos “pois com o escudo era tudo muito mais simples”.

“As pessoas aproveitaram-se no que diz respeito aos preços, pois eu antes tomava um café a 50 escudos e com a entrada do euro passou para o dobro. Nas compras, por exemplo, gastava 50 contos por mês e agora gasto 400 euros (80 contos) e quase que não dá para um mês inteiro”, afirmou Jorge Gaudêncio.

Gabriela Cruz, aposentada, realça que “o euro  trouxe  vantagens sobretudo quando nos deslocamos a um país da zona Euro pois já não é necessário cambiar moeda”, salienta.

Por sua vez o empresário Pedro Arruda salienta os “dois lados da moeda” afirmando  estar “satisfeito” com a moeda única enquanto instituição, mas não como instrumento económico financeiro no mundo global”.

Segundo Pedro Arruda, o euro trouxe vantagens e desvantagens para Portugal: “A grande vantagem do euro é incluir Portugal num grupo de países que a nível mundial têm uma das  moedas mais fortes e de maior peso mas, por outro lado, trouxe -nos o aumento  dos preços dos bens de consumo e a incapacidade do país competir com economias  mais fortes dentro do próprio euro”, salientou em declarações ao Açoriano Oriental.

O economista Gualter Furtado quando questionado sobre a moeda única realça o facto de a mesma ter muitos problemas “mas se não existisse a situação seria muito mais grave”.

Segundo o economista, se Portugal não aderisse à moeda única  existiria “ uma grande subvalorização do nosso poder de compra o que levaria simultaneamente ao aumento da taxa de juro de forma  brutal”, enfatizou.

Na opinião de Gualter Furtado foi uma “boa opção” Portugal aderir à moeda única europeia mas agora são necessários “alguns ajustes”.

No entender de  Gualter Furtado uma das maiores vantagens da adesão de Portugal ao euro foi o facto de a taxa de juro passar a  ser mais baixa. “Esta descida de juros nem sempre foi bem utilizada e foi aproveitada para fazer endividamentos, ou seja, utilizou-se para consumo corrente em vez do investimento”, realçou.

O euro é actualmente utilizado por 332 milhões de pessoas de 17 países e é considerada a segunda moeda mais importante no mundo, depois do dólar.
Uma das faces é comum a todos os Estados-membros da zona euro, enquanto a outra corresponde a cada país.•  com vídeo no ao online

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