Açores vão rever estatuto da carreira do docente na região

Açores vão rever estatuto da carreira do docente na região

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Set de 2014, 07:44

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores, Avelino Meneses, admitiu a necessidade de revisão do estatuto da carreira do docente na região, para o equiparar com o do continente, como reivindicam os sindicatos.

 

"A questão do estatuto tem de ser encarada de frente e tem de haver uma revisão do estatuto porque há neste momento divergências que não são razoáveis", frisou Avelino Meneses, em declarações aos jornalistas, no final de reuniões com os dois sindicatos de professores dos Açores, em Angra do Heroísmo.

Segundo o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), António Lucas, as negociações com vista à revisão do estatuto da carreira do docente deverão arrancar "no início de outubro".

De acordo com o secretário regional, há um compromisso para que a estrutura da carreira docente seja idêntica na região à estrutura nacional, "para permitir a mobilidade dos docentes", mas neste momento há uma "divergência", por isso é necessário "intervir".

Uma das reivindicações dos professores é a equiparação dos índices salariais para os docentes contratados, já que no continente os docentes a contrato passaram a ter, a partir de hoje, um vencimento mais alto, mas o secretário regional mostrou-se disponível para rever esta situação.

"Os contratados a partir de hoje no continente passam a ser pagos por um índice superior ao dos Açores e nós nos Açores sempre nos orgulhamos de termos uma carreira do docente mais favorável do que a carreira nacional", frisou.

Para o SPRA, a alteração dos índices salariais dos professores contratados na região é a exigência mais urgente, dada a diferença em relação ao continente.

"Para além de outras questões que nós queríamos rever, como a estrutura da própria carreira, a avaliação do desempenho e a formação contínua, esta para nós é a questão mais premente, uma vez que estamos muito atrasados no processo, apesar de nós virmos a reivindicar as alterações ao estatuto, aliás, tivemos um processo negocial em 2011 e 2012", frisou António Lucas.

Também José Pedro Gaspar, presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), apontou como preocupações a "diferença remuneratória dos docentes contratados", mas também o "desfasamento" do desenho curricular nos 1.º e 2.º ciclos, os horários dos docentes do 1.º ciclo, a revisão da estrutura da carreira, a avaliação dos docentes e a sua formação.


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