Açores vão investir 3,5 ME em museu sobre a construção naval na ilha do Pico

Açores vão investir 3,5 ME em museu sobre a construção naval na ilha do Pico

 

Lusa/AO Online   Regional   20 de Mai de 2016, 11:58

O Governo dos Açores vai investir 3,5 milhões de euros na construção de um museu sobre a construção naval em São Roque do Pico, anunciou hoje o secretário regional da Educação e Cultura.

 

Avelino Meneses disse à agência Lusa que “o projeto está numa fase de conclusão”, decorrendo o processo de aquisição do terreno, situação que sofreu um “pequeno atraso” relacionado com uma divergência sobre a área.

“O concurso deverá ser lançado ainda esta legislatura e a obra terá um prazo de execução de 16 meses”, explicou o governante, no âmbito da visita estatutária que o executivo açoriano termina hoje à ilha do Pico.

Avelino Meneses adiantou que o acervo do futuro museu, a instalar na freguesia de Santo Amaro, vai contemplar artefactos ligados à construção naval, além de integrar coleções particulares e públicas relacionadas com esta atividade.

“A construção naval tem tradição nos Açores, em várias ilhas, tem tradição em torno dos grandes portos dos Açores”, explicou, adiantando que “onde a construção naval persistiu por mais tempo nos Açores foi precisamente no Pico, curiosamente em Santo Amaro, pelo facto de o picoense estar mais correlacionado com o mar e ter transportado essa tradição até mais recentemente”.

Segundo o secretário regional, “ainda é hoje em Santo Amaro, praticamente, o único sítio dos Açores onde se constroem barcos de alguma dimensão, e onde existe um certo dinamismo em redor da construção naval, daí o aparecimento deste núcleo museológico”.

Avelino Meneses apontou, ainda, outra justificação para a instalação deste núcleo na ilha do Pico, onde já existem outros espaços museológicos, como um dedicado aos baleeiros, nas Lajes do Pico, e outro à indústria baleeira, em São Roque do Pico.

“Na História dos Açores, o Pico é uma ilha muito peculiar, é do ponto de vista geológico a ilha mais jovem, a mais brava em termos ambientais, é aquela ilha onde, ao longo da História, foi mais difícil retirar da terra o alimento quotidiano dos homens”, declarou, referindo que, “pela sua morfologia, obrigou mais o homem a aproximar-se do mar”.

Segundo Avelino Meneses, “os açorianos, apesar de viverem rodeados de mar por todas as partes, vivem, por vezes, muito de costas para o mar, vivem por vezes muito a olhar para a terra” e o baleeiro, “fundamentalmente o baleeiro do Pico, é esse perfeito consórcio entre a terra e o mar”, esse agricultor que “se sentia na obrigação de quando aparecia baleia, caçar a baleia e explorar depois” os seus produtos.

 

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