Açores trabalham para reduzir tempo entre abate de animal e entrada da carne no mercado

Açores trabalham para reduzir tempo entre abate de animal e entrada da carne no mercado

 

LUSA/AO online   Regional   12 de Jun de 2017, 19:53

O Governo dos Açores está a trabalhar para reduzir ao máximo o tempo entre o abate do animal e a chegada da carne ao consumidor final, anunciou hoje o presidente do executivo regional, Vasco Cordeiro

"É um processo [transportes] que está também a ser trabalhado pelo Governo de forma a podermos reduzir ao máximo possível o tempo que medeia entre o abate do animal e a disponibilização ou em carcaça ou mais trabalhada destes produtos ao mercado, ao consumidor final”, afirmou Vasco Cordeiro, considerando que este é “um fator fundamental para a competitividade desta fileira”.

O chefe do executivo açoriano falava aos jornalistas após visitar as obras do novo matadouro da Graciosa, ilha onde hoje o Governo Regional começou uma visita estatutária.

À pergunta se tal significa aumentar as ligações marítimas, o presidente do Governo Regional disse apenas que o executivo está “numa intervenção estratégica, coerente e planeada a resolver cada uma das componentes que contribuem para a competitividade do setor agrícola e, em concreto, da fileira da carne”.

O presidente do Governo dos Açores destacou a importância do novo matadouro, realçando as iniciativas em curso no âmbito da produção de carne no arquipélago.

“Com a construção deste matadouro e com a construção do matadouro da ilha do Faial concluiremos a rede regional de abate”, adiantou, apontando também intervenções nos matadouros de São Miguel e da Terceira.

Segundo Vasco Cordeiro, “esta componente da intervenção em infraestruturas (…) é um aspeto fundamental da intervenção no setor da carne”.

Outro dos aspetos passa pela melhoria da gestão dos instrumentos à disposição da região, como o Posei (programa de apoio comunitário específico para as regiões ultraperiféricas).

“O Governo já iniciou a partilha com os parceiros de informação quanto ao número de animais que são abatidos mensalmente de forma a permitir que os próprios produtores possam aferir melhor a gestão que fazem das suas explorações e, correspondentemente, daqueles que são os benefícios que podem retirar em termos de prémios europeus”, exemplificou.

Outra componente é a “concertação entre os vários intervenientes neste setor” para “garantir uma maior competitividade e melhores condições para toda esta fileira” para enfrentar os desafios, referiu.

O novo matadouro, obra de cinco milhões de euros que deverá estar concluída em meados do próximo ano, vai ter capacidade para abater três mil bovinos por ano, sendo que o atual tem uma capacidade na ordem dos 700 animais/ano.

Questionado sobre a dimensão da estrutura, Vasco Cordeiro frisou que esta “tem que ter em conta os animais que são exportados vivos da Graciosa”.

“Se o nosso objetivo é, efetivamente, garantir que na ilha Graciosa fica o maior valor possível, temos que dar condições para que, cada vez mais, o número de animais que sai vivo da Graciosa possa ser abatido cá, trabalhado cá, de forma a garantir valor acrescido na economia da ilha e, por conseguinte, na economia regional”, declarou, referindo que atualmente o número de animais que sai vivo excede os quatro mil.

A visita à Graciosa, que termina na quarta-feira, cumpre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores, segundo o qual o executivo regional deve visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano e que o Conselho do Governo reúna na ilha visitada.

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