Açores têm "política de passes sociais" adequada à sua realidade

Açores têm "política de passes sociais" adequada à sua realidade

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Dez de 2014, 14:06

O secretário regional dos Transportes dos Açores afirmou hoje que a "política de passes sociais" que existe na região responde às necessidades e à realidade do arquipélago, considerando demagógicas duas propostas do Bloco de Esquerda sobre esta matéria.

Vítor Fraga foi ouvido hoje, em Ponta Delgada, na comissão de Assuntos Sociais do parlamento açoriano sobre propostas do BE acerca dos passes sociais para os transportes públicos.

Uma delas pede ao Governo Regional para baixar em 50% o preço dos passes. A outra cria nos Açores os passes intermodais (que servem para vários tipos de transporte).

Vítor Fraga disse aos deputados e, no final da audição, também aos jornalistas que "a política de transporte social" que existe nos Açores "está adaptada à realidade da região" e "responde às necessidades" de quem vive nas ilhas "como dá bem nota a crescente adesão" a estes títulos de transporte "e aos transportes públicos em geral".

O governante sublinhou que não há nos Açores, por exemplo, grandes "movimentos pendulares" diários de população, como acontece noutras zonas do país.

Nos Açores, existem passes de 30 dias para transportes terrestres nas ilhas de São Miguel e da Terceira (as duas onde vivem mais pessoas), que têm preços diferenciados para a população em geral, pensionistas, desempregados e maiores de 65 anos. Há ainda um passe específico para o transporte marítimo entre as chamadas ilhas do triângulo (Faial, Pico e São Jorge).

Estes passes abrangem 90% dos utilizadores dos transportes públicos nos Açores (ou seja, 90% de quem usa os transportes pode comprar um passe social), disse Vítor Fraga.

No caso dos transportes terrestres, em 2013 foram vendidos 19.491 passes, mais 13% do que em 2012. Já o passe para o transporte marítimo no triângulo, tem tido aumentos de vendas superiores a 200% de mês para mês desde que foi introduzido um novo modelo em abril deste ano, afirmou.

Quanto aos preços, disse que os passes para desempregados e pensionistas são nos Açores 60% mais baratos do que no continente para "distâncias iguais". Na comparação com a Madeira, custam menos 68%.

Também a proposta do BE para a criação dos passes intermodais foi considerada "demagógica", "avulsa" e "fora de tempo" por Vítor Fraga, que sublinhou que a iniciativa não leva em conta o Plano Integrado de Transportes (PIT) dos Açores apresentado este ano pelo Governo Regional, que foi "inclusivamente elogiado pelo BE".

"Para evoluirmos para o passe intermodal temos vários passos a dar, um dos quais de ordem tecnológica. É preciso dotar as empresas, nomeadamente as terrestres, de condições tecnológicas que permitam a sua implementação. Este é um objetivo, esta é uma medida englobada PIT" (que tem como horizonte de concretização o final da legislatura, 2016) e na qual o executivo está a trabalhar.

Durante a audição, o PSD apontou que os custos do transporte pesam mais nos Açores do que no resto do país.

"O peso dos transportes numa região como os Açores é maior do que no continente. Isso é natural, porque somos uma região insular e arquipelágica em que para termos mobilidade temos de recorrer a outro tipo de transportes, nomeadamente, o transporte aéreo", respondeu Vítor Fraga.

O BE não esteve presente nesta audição parlamentar.

 


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