Açores pedem "celeridade" na resposta a impacto económico na Terceira


 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Fev de 2015, 06:54

O Governo Regional dos Açores disse hoje esperar que "todas as entidades com responsabilidades" em relação à base das Lajes respondam com "celeridade" ao previsível impacto que terá a redução do contingente norte-americano na ilha Terceira.

"Aquilo que nós esperamos é que todas as entidades que têm responsabilidades na resposta que é necessário dar aos impactos económicos e sociais da redução do contingente civil e militar norte-americano nas Lajes respondam com a necessária celeridade e assumindo as necessárias responsabilidades que cabem a cada uma dessas entidades", afirmou hoje a secretária regional Adjunta da Presidência do Governo dos Açores.

Isabel Rodrigues falava numa conferência de imprensa na Praia da Vitória, na qual apresentou as conclusões de uma reunião do Conselho do Governo Regional dos Açores.

Na reunião, O executivo açoriano aprovou um pacote de medidas que integram o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, apresentado a 21 de janeiro passado.

Este plano contempla mais de cem medidas que o executivo regional quer ver no terreno para responder à redução do contingente norte-americano nas Lajes, já este ano, dos atuais 650 efetivos para 160 pessoas. Os EUA, que são o maior empregador da ilha Terceira, vão também dispensar 500 trabalhadores portugueses.

Parte das medidas enunciadas nesse plano competem, porém, ao Governo da República e, na opinião do executivo açoriano, o financiamento de parte delas deve ser assegurado por Lisboa junto de Washginton. Em concreto, os Açores querem receber dos EUA 167 milhões de euros anuais durante 15 anos.

Isabel Rodrigues afirmou que o executivo dos Açores espera uma "resposta afirmativa" por parte de Lisboa em relação ao plano que propõe para a Terceira "e com a celeridade que a situação exige".

Quanto às medidas aprovadas hoje, Isabel Rodrigues garantiu que têm "o necessário acolhimento" orçamental.

A secretária regional sublinhou que o Governo dos Açores preparou este plano ao longo de dois anos, pelo que foi possível prever e acomodar o impacto que poderá ter no orçamento da região.

Além disso, sublinhou que há "uma forte componente de fundos comunitários" em algumas delas, como a majoração dos apoios regionais a investimentos privados na Terceira.

Ainda em respostas aos jornalistas, Isabel Rodrigues sublinhou que em causa está "responder a uma situação peculiar que a ilha Terceira enfrenta" e que "o esforço" colocado nesta resposta "não fará com que se deixe de atender às necessidades do resto do arquipélago" que é, além disso, "uma região marcada pela grande solidariedade entre todos os açorianos".

A este propósito lembrou que o executivo regional no terreno medidas dirigidas a todas as ilhas, como "a agenda para a competitividade e o emprego", mas também a casos específicos, como as chamadas "ilhas da coesão" (as mais pequenas).


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