Açores organizam primeiro encontro de voluntárias que apoiam mulheres com cancro da mama

Açores organizam primeiro encontro de voluntárias que apoiam mulheres com cancro da mama

 

Lusa / AO online   Regional   11 de Out de 2014, 12:00

Duas dezenas de mulheres reúnem-se hoje e domingo, em Angra do Heroísmo, para partilhar histórias de luta contra o cancro da mama, no primeiro encontro de voluntárias do Movimento Vencer e Viver dos Açores.

 

Segundo Teresa Ávila, coordenadora regional do Movimento Vencer e Viver nos Açores, muitas das voluntárias não se conheciam, tendo em conta que estão distribuídas por três ilhas: Terceira, Faial e São Miguel.

O encontro é uma oportunidade para as voluntárias partilharem histórias de sobrevivência, já que todas têm em comum uma luta contra o cancro da mama, mas também para receberem formação.

"Ninguém é voluntária sem formação. Têm de conhecer os estatutos da Liga [Portuguesa Contra o Cancro], noções sobre cancro, noções sobre cancro da mama, o que é o voluntariado e o que é o Movimento Vencer e Viver. E ao longo do ano, há sempre formação", explicou a coordenadora, em declarações à Lusa.

O movimento já tem 27 anos nos Açores e atualmente conta com 20 voluntárias, 12 na ilha Terceira, onde está situada a sede do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro, cinco em São Miguel e três no Faial.

Segundo Teresa Ávila, não tem sido difícil encontrar voluntárias para prestar apoio às mulheres vítimas de cancro da mama.

"Ainda outro dia, duas senhoras se vieram oferecer para ser voluntárias", adiantou, explicando, no entanto, que "só uma pessoa que já esteja bem consigo e já tenha ultrapassado todo o seu trauma" pode ajudar outras.

Todas as voluntárias já venceram um cancro da mama, o que é uma vantagem para criar empatia com as doentes, que visitam no hospital.

"As pessoas aceitam melhor a doença, vendo que nós temos uma vida normal", explicou a coordenador regional do movimento.

No início, as doentes mostram alguma reticência em aceitar o apoio das voluntárias, mas quando sabem que elas também já passaram pelo mesmo processo "reagem bem".

No ano passado, só no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, as voluntárias do Movimento Vencer e Viver visitaram mais de 30 mulheres com cancro da mama.

Segundo Teresa Ávila, na ilha Terceira, as doentes estão mais recetivas ao apoio das voluntárias, enquanto em São Miguel, por exemplo, ainda tentam esconder que têm cancro, porque para muitas pessoas a doença ainda é sinónimo de morte.

"O cancro da mama tem quase 90% de cura", frisou, desmistificando essa ideia.

Para a coordenadora regional do Movimento Vencer e Viver , os rastreios têm contribuído para o aumento da esperança de vida no cancro da mama, porque detetar a tempo é crucial para a cura.

"Quando detetam a tempo, as mulheres às vezes tiram só o nódulo, em vez de fazerem uma mastectomia, o cancro ainda não se espalhou, por isso a cura é muito maior", explicou.


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