Açores não devem ceder à tentação dos bons indicadores do turismo

Açores não devem ceder à tentação dos bons indicadores do turismo

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Mar de 2016, 16:20

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, pediu hoje uma postura de exigência e de inconformismo no turismo, alertando os agentes do setor para que não cedam "à tentação" e não se deslumbrem com os indicadores favoráveis.

 

“Temos que ter consciência obviamente daquilo que é agradável constatar e é agradável ver, mas temos sobretudo que ter consciência daquilo que nos falta fazer e do que nos falta ultrapassar e não podemos nem devemos ceder à tentação de nos deslumbrarmos com as estatísticas”, afirmou Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo Regional falava na apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, salientando que o documento, com orientações até 2020, aborda “uma postura de exigência e de inconformismo” que disse ser “essencial imprimir e garantir" no setor.

“Efetivamente, o que seria mais fácil seria, em função de um conjunto de indicadores que são agradáveis, nós ficarmos por aqui. E se assim acontecesse eu julgo que seria o princípio do fim deste setor”, considerou o chefe do executivo açoriano, para quem o documento “fala também de um esforço de concertação e de diálogo” em torno dos objetivos para o setor.

Vasco Cordeiro garantiu que este "não é um plano do Governo", nem das centenas de pessoas e entidades envolvidas na sua discussão, mas um documento aprofundado, com um conjunto de alterações que, a partir daqui, devem ser desencadeadas, por exemplo, nos mecanismos de apoio a iniciativas com interesse turístico.

“Este é um ponto de partida, não é um ponto de chegada. Deixo também o apelo neste momento para o facto de considerarmos a imperiosa necessidade de assumirmos esta como uma linha estratégica”, sustentou o presidente do Governo Regional, garantindo, contudo, que “ninguém está coagido ou obrigado a seguir este plano”.

"Cada entidade pode dizer ‘eu não concordo com nada do que diz o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores’ e, portanto, eu vou seguir o meu caminho. É inteiramente livre de o fazer, não pode é contar com uma mobilização de recursos públicos para sustentar uma estratégia que não se articula, que não se coaduna com este plano estratégico", apontou.

Vasco Cordeiro sustentou ainda que há muito trabalho a fazer na qualificação de produtos e de serviços e reforçou a importância de "acautelar a sustentabilidade ambiental, económica e social do turismo dos Açores", que considerou uma responsabilidade de todos.

Na apresentação do plano, Jorge Costa, do Instituto do Turismo, indicou que as ilhas de São Miguel, Terceira e Faial concentram 90,7% do volume de dormidas em 2015 e que a principal motivação das visitas à região é a natureza.

A natureza é precisamente apontada como o produto prioritário para as opções estratégicas no setor no arquipélago e ainda o potencial no mar.

É também definida uma estratégia de produto por ilha, trabalhando ainda no destino como um conceito "‘cool’ e confortável" e com "um povo afável".

Quanto aos mercados, a aposta vai para aqueles que estão em crescimento, como Estados Unidos da América, França, Reino Unido, Canadá e Itália, embora não signifique que não se invista nos outros, segundo Jorge Costa.

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