Açores mantêm "muito boa expetativa" sobre candidatura das fajãs de S. Jorge à Unesco

Açores mantêm "muito boa expetativa" sobre candidatura das fajãs de S. Jorge à Unesco

 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Set de 2015, 19:36

O secretário regional da Agricultura e Florestas dos Açores, Neto Viveiros, manifestou hoje a "muito boa expetativa" do arquipélago em relação à aprovação da candidatura das fajãs de São Jorge a Reserva da Biosfera da Unesco.

Em declarações aos jornalistas, após a entrega formal da documentação à Comissão Nacional da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), em Lisboa, o governante adiantou que a embaixadora que recebeu a candidatura ficou com "boa impressão" do processo vindo dos Açores.

"É com alguma satisfação e muito boa expetativa que esperamos que a candidatura venha a ser aprovada, para dar início a um novo ciclo para a ilha de São Jorge", destacou Luís Neto Viveiros.

Segundo o governante, esta candidatura, que agora será apreciada em Paris, irá significar para os Açores "responsabilidades acrescidas" em termos de gestão da futura Reserva da Biosfera.

A candidatura das fajãs de São Jorge a Reservas da Biosfera inclui cerca de meia centena de cartas de apoio de outros países e regiões que já têm o mesmo estatuto e ainda cartas de "todas as freguesias da ilha de São Jorge".

A resposta à candidatura açoriana só será dada em março de 2016, no Peru, onde decorrerá o próximo Congresso Mundial de Reservas da Biosfera.

Os Açores possuem três ilhas classificadas como reserva da biosfera (Flores, Corvo e Graciosa), havendo no total do país oito zonas com esta distinção.

As fajãs de São Jorge - que são mais de 70 e, em diversos casos, de difícil acesso - são terrenos planos ao nível do mar numa ilha que é muito escarpada e com alguma altitude.

As fajãs resultaram da acumulação de detritos, na sequência de terramotos ou de escoadas lávicas das erupções vulcânicas e os seus terrenos planos e férteis, onde existe um clima mais ameno do que nos pontos altos da ilha, acabaram por ser usados pelas populações, ao longo dos séculos, para a agricultura.


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