Açores investiram em quatro anos 21,5 ME para apoiar famílias no setor da habitação

Açores investiram em quatro anos 21,5 ME para apoiar famílias no setor da habitação

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Fev de 2016, 09:46

Cerca de um milhar de famílias dos Açores está atualmente realojada em empreendimentos a custos controlados destinados a habitação social, área onde o executivo regional investiu nesta legislatura 21,5 milhões de euros em diversas modalidades de apoio.

“Estamos a falar de um milhar de imóveis dispersos por toda a região, são cerca de 700, que são propriedade do Governo e outros 300 que foram arrendados para subarrendamento a essas famílias, todas com carências habitacionais e algumas com graves carências económicas”, afirmou hoje o diretor regional da Habitação, Carlos Faias, em declarações à Lusa, acrescentando que são "na maioria agregados familiares numerosos", em que "um ou dois dos elementos, em determinado momento, ficou sem emprego".

De acordo com Carlos Faias, nestes fogos de habitação social, que foram construídos no regime de custos controlados, existem famílias "em regime de arrendamento social, porque pagam uma renda em função das suas características socioeconómicas”, valor que "anda na ordem dos 45 euros".

Por outro lado, há ainda famílias que, devido à alteração da sua situação financeira, têm a possibilidade de adquirirem estes fogos.

O diretor regional da Habitação disse que a crise e a restrição ao crédito à habitação foram duas das principais razões que levaram a um aumento de pedidos "entre 2009 e até meados de 2015" neste domínio.

"Tínhamos uma grande pressão nos serviços de processos de realojamento. A partir do momento em que criámos o programa ‘Famílias com Futuro’ e lançámos a medida incentivo ao arrendamento essa pressão diminuiu", adiantou.

O programa "Famílias com Futuro" visa o incentivo ao arrendamento e, igualmente, a resolução de situações de grave carência habitacional.

Ponta Delgada e Ribeira Grande (em São Miguel), e Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (na ilha Terceira) são os concelhos onde se tem verificado mais carências e maior procura dos vários programas de apoio à habitação.

De acordo com o executivo açoriano, até finais de 2015, estavam a ser apoiadas 3.700 famílias, das quais cerca de 1.300 no âmbito do incentivo ao arrendamento, 1.300 agregados através de contratos de cooperação com as autarquias para apoio a programas de realojamento e 1.100 famílias ocupam casas propriedade da região.

Carlos Faias garantiu que são “muito residuais” os casos de famílias em lista de espera, embora sem especificar o seu número, explicando que os casos mais prementes “são resolvidos com apoios de emergência social até que a sua situação social e económica se altere e possam vir a ser beneficiários do incentivo ao arrendamento”.

Contudo, o responsável destacou que o "foco" nos últimos anos tem sido a reabilitação de habitação degradada, de forma a melhorar as condições habitacionais das famílias, evitar a degradação do parque edificado e também contribuir para a fixação de pessoas nas suas freguesias de origem.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.