Açores investiram 2,3ME na recuperação de 114 hectares da vinha do Pico desde 2004


 

Lusa/AO Online   Regional   6 de Jul de 2014, 11:11

O Governo dos Açores investiu 2,3 milhões de euros, desde 2004, em 116 candidaturas que visaram a manutenção e reabilitação de 114 hectares da vinha da ilha do Pico, revelou hoje o diretor regional do Ambiente.

“Desde a criação de incentivos, foram aprovadas 116 candidaturas de reabilitação, a que corresponde uma área de cerca de 115 hectares de vinha e um apoio financeiro global na ordem dos 2,3 milhões de euros, exclusivamente suportados pelo orçamento regional”, declarou Hernâni Jorge.

O diretor regional do Ambiente falava na vila da Madalena, na sessão de abertura do colóquio que visa assinalar os dez anos da classificação da paisagem da vinha da ilha do Pico como património da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

Hernâni Lopes, que salvaguardou que os primeiros incentivos abrangeram apenas as áreas de candidatura a património mundial, acrescentou que, no total, foi já contratada a manutenção de cerca de 156 hectares de vinha, abrangendo cerca de duas centenas de beneficiários, a que foram atribuídos valores na ordem dos 2,4 milhões de euros.

“Se considerarmos os projetos de reabilitação em curso, está assegurada a manutenção, a médio prazo, de uma área superior a 240 hectares, o que representa a duplicação, em apenas uma década, da área de vinha existente na zona de intervenção e a consolidação da paisagem vitícola viva, com características únicas e uma crescente relevância económica e social”, declarou Hernâni Jorge.

O diretor regional do Ambiente frisou que só este ano, no âmbito dos sistemas de incentivos para a paisagem da cultura da vinha do Pico, o executivo açoriano pretende investir cerca de um milhão de euros.

O governante considerou, por outro lado, que o plano de ordenamento da paisagem protegida da cultura da vinha do Pico, aprovado em 2006, revelou-se “determinante na preservação dos valores culturais e ambientais em presença”.

Hernâni Jorge considera que o património edificado está a representar agora novas oportunidades de negócio como o enoturismo, sublinhado que a designação de património mundial tem contribuído para o aumento de visitantes.

O diretor regional do Ambiente acrescentou que este facto traz “responsabilidade acrescida aos poderes públicos e à iniciativa privada”, por forma a que assegurem o que apontou como “oferta qualificada e diversificada de produtos e atividades”.

Elisabeth Silva, da comissão nacional da Unesco, considerou, por seu turno, que a classificação da vinha do Pico como património da humanidade “honra, responsabiliza e desafia”.

O Pico, declarou, tem “desempenhado com brilho” o seu papel, constituindo um “bom exemplo” de como se deve lidar com o património edificado pelo homem, bem como em termos de turismo sustentável.

Após a sessão de abertura do colóquio, foi exibido um documentário, denominado “Currais de Pedra”, da autoria de Paulo Henrique Silva.

Durante sábado e domingo, especialistas relacionados com o património irão abordar a temática da vinha do Pico nas suas várias vertentes, estando ainda previstas saídas de campo.



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