Açores investem 3,3 ME até 2018 para requalificar falésia em Rabo de Peixe

Açores investem 3,3 ME até 2018 para requalificar falésia em Rabo de Peixe

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Set de 2016, 14:17

O Governo dos Açores vai investir 3,3 milhões de euros para requalificar a orla costeira de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, obra que deve estar concluída em 2018, foi hoje anunciado.

À margem da apresentação do projeto, no Clube Naval de Rabo de Peixe, concelho da Ribeira Grande, o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, afirmou que esta é uma “solução eficaz do ponto de vista da proteção da base da falésia, que é a zona mais vulnerável, e tem, também, preocupações ambientais e paisagísticas, de forma a não desnaturalizar completamente a baía”.

Sucessivas derrocadas da falésia envolvente ao porto de Rabo de Peixe têm gerado receio dos moradores da rua de São Sebastião, situação que levou, desde 2011, as autoridades a procederem à demolição de duas dezenas de imóveis, recuar o limite do passeio e impor restrições ao trânsito.

A última grande derrocada ocorreu em junho de 2016.

Fausto Brito e Abreu explicou que já na próxima semana arranca uma primeira intervenção, orçada em 130 mil euros, que prevê a impermeabilização e a consolidação do topo da falésia, que deverá estar concluída em novembro.

Questionado sobre se esta obra tem objetivos eleitoralistas, dado que decorrerão a 16 de outubro as regionais nos Açores, o governante assegurou que “ninguém tira dividendos eleitorais de problemas de erosão da orla costeira, que são problemas apolíticos e naturais”, sublinhando que o Governo (PS), a Junta de Rabo de Peixe e a Câmara da Ribeira Grande (ambas PSD) têm tido “a melhor das colaborações”.

“A legislatura tem pouco mais de 30 dias. Os procedimentos de contratação pública são no mínimo seis meses, portanto, claramente, transitará para o próximo executivo”, salientou Fausto Brito e Abreu, acrescentando, porém, que “a obra terá de ocorrer no momento em que as condições de mar o permitam”.

Segundo o governante, a obra relativa à base da falésia, numa extensão de 340 metros, deverá ter início em março ou abril de 2017.

Para o presidente da Junta, Jaime Vieira, o projeto merece apreciação positiva, mas pede que este “seja posto em prática o mais rápido possível”, porque os moradores da rua de São Sebastião continuam receosos com as derrocadas.

“O tempo é fundamental. O projeto foi hoje lançado, depois há trâmites legais para poder avançar. O nosso medo é que as coisas arranquem muito próximo do inverno”, afirmou Jaime Vieira.

O secretário regional do Mar explicou que, apesar da intervenção prevista, as derrocadas na falésia vão continuar, porque se trata de “um fenómeno natural, irreversível” e que o Laboratório Regional de Engenharia Civil continuará a fazer “uma monitorização regular” da zona.

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