Açores esperam ter 350 hectares de vinha em produção no Pico dentro de três a quatro anos

Açores esperam ter 350 hectares de vinha em produção no Pico dentro de três a quatro anos

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Jun de 2015, 18:28

O Governo Regional dos Açores estima que dentro de três a quatro anos 350 hectares de vinha na ilha do Pico estejam em produção, disse hoje o presidente do executivo, Vasco Cordeiro.

Quando a paisagem da vinha da ilha do Pico foi classificada como património mundial pela Unesco (a agência das Nações Unidas para a educação e cultura), há cerca de dez anos, estavam em produção 130 hectares, sublinhou hoje Vasco Cordeiro.

O presidente do Governo Regional falava aos jornalistas em São Mateus, concelho da Madalena, ilha do Pico, durante uma visita a uma área de 32 hectares de antiga vinha que está a ser recuperada pela empresa Azores Wine Company.

Vasco Cordeiro referiu que “o desenvolvimento do potencial vitivinícola” dos Açores é uma aposta deste Governo Regional, por considerar que esta área “pode dar um grande contributo” a nível da “criação de emprego e da criação de riqueza” na região.

Segundo os dados que referiu, os apoios públicos regionais à recuperação e desenvolvimento de vinha e à “dinamização desta área” duplicaram desde 2012, passando de 500 mil euros nesse ano para mais de um milhão em 2014.

Vasco Cordeiro acrescentou que o projeto da empresa que está a recuperar a área de vinha que hoje visitou é "um exemplo" do que está ser feito no Pico e que passa também por projetar a região para um “patamar de excelência”, usando os “recursos regionais”.

António Maçanita, da Azores Wine Company, disse aos jornalistas que o objetivo da empresa é produzir 250 mil garrafas de vinho do Pico por ano e aliar a produção ao enoturismo, por exemplo.

Neste momento, está a produzir 13 mil garrafas anuais, que estão a ser vendidas para a Bélgica, Canadá, França e Holanda, para restaurantes com estrelas Michelin e outro tipo de “público exigente, que tem critério”.

O Governo Regional iniciou hoje a sua visita anual ao Pico, como estabelece o estatuto político-administrativo dos Açores.

Para além da visita a esta área de vinha, Vasco Cordeiro esteve também no Cais do Mourato, na Madalena, para assinalar a eletrificação daquela zona, uma reivindicação antiga dos habitantes e que motivou uma manifestação em 2013, quando o executivo açoriano fez a primeira visita estatutária ao Pico desta legislatura.

Na altura, Vasco Cordeiro disse aos manifestantes que o problema seria resolvido e assinalou isso mesmo hoje, com uma ida ao Cais do Mourato, uma zona à beira-mar onde existem perto de 80 adegas e casas de veraneiro, 20 das quais são ocupadas durante todo o ano.

Vasco Cordeiro e o secretário regional que tutela as pescas, Fausto Brito e Abreu, visitaram, ainda, as obras de requalificação e ampliação da lota da Madalena.

A obra terminará em outubro e a capacidade da lota aumentará em 75%, estando ainda previstos novos equipamentos, num investimento global que ronda os 500 mil euros, explicou Brito e Abreu.

Enquanto decorre a obra, a lota está a funcionar no entreposto frigorífico da Madalena, para onde está prevista também uma requalificação, em 2016, afirmou o secretário regional, que destacou que este é “um dos pontos mais importantes da descarga e comércio de atum” nos Açores.

Este ano, houve melhoramentos a nível das câmaras de refrigeração.

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