Açores e Bermudas assinaram memorando de entendimento que visa a cooperação

Açores e Bermudas assinaram memorando de entendimento que visa a cooperação

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Mai de 2016, 11:46

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, e o chefe do Governo das Bermudas, Michael Dunkley, assinaram hoje um memorando de entendimento que visa a promoção da cooperação e o estreitamento das relações entre os dois territórios.

 

O memorando, formalizado no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, sede da presidência do Governo dos Açores, marcou o início da deslocação do governante das Bermudas ao arquipélago, e prevê que os dois executivos promovam e apoiem a cooperação em áreas como a cultura, história e tradições, incluindo igualmente o mar e o desenvolvimento sustentável ou o associativismo.

O documento prevê, ainda, a exploração de novas áreas de cooperação, como o turismo, comércio e investimento.

Na cerimónia, Michael Dunkley considerou o momento histórico, referindo que os Açores “são um parceiro muito importante” das Bermudas.

Destacando que o contributo da comunidade açoriana para as Bermudas ao longo dos séculos é incomensurável, o chefe do Governo referiu a sua importância no legado cultural do arquipélago, mas também o seu papel no desenvolvimento social e económico.

Já Vasco Cordeiro definiu este como um momento de “grande significado institucional e político” que “honra uma história de relacionamento com mais de um século e meio de existência e que, no fundo, esbate distâncias e aproxima os dois lados do Atlântico”.

“Este ato é, por isso e em si mesmo, também uma homenagem aos milhares de açorianos que, desde a primeira metade do século XIX”, rumaram às Bermudas, realçou o presidente do Governo Regional.

Segundo Vasco Cordeiro, “ano após ano, a identidade açoriana foi crescendo no seio da comunidade portuguesa” naquelas ilhas, apontando a criação recente da Casa dos Açores que contribui para a “afirmação da açorianidade naquele território”.

“Esta vontade do nosso povo nas Bermudas é acarinhada pelo Governo dos Açores através da concretização de projetos comuns”, adiantou, exemplificando com o apoio à escola portuguesa naquele arquipélago desde 2004 ou a oferta de duas bibliotecas, com cerca de 550 livros cada sobre a história, geografia e cultura dos Açores, à única instituição universitária e à Biblioteca Nacional locais.

Hoje, Michael Dunkley tem ainda agendada uma visita à Central Geotérmica da Ribeira Grande e o Nonagon – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na cidade da Lagoa, e reúne-se com a SDEA – Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos Açores.

Na quarta-feira, a comitiva visita o Faial, acompanhado do presidente do executivo açoriano, onde vai ser recebida pela presidente do parlamento regional, Ana Luís, antes de visitar o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, partindo depois para a ilha do Pico.

Cerca de 20 a 25% da população das Bermudas (território britânico ultramarino) é descendente de portugueses, dos quais 90% de origem açoriana, segundo estimativas.

As ilhas Bermudas foram destino da emigração açoriana desde o primeiro quartel do século XIX.


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