Açores deixam últimos lugares dos cuidados paliativos

Açores deixam últimos lugares dos cuidados paliativos

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Jun de 2016, 14:29

O secretário regional da Saúde dos Açores disse hoje que, com a nova unidade de cuidados paliativos do hospital de Ponta Delgada, a região deixou os "últimos lugares" nesta área, surgindo agora num "lugar de destaque".

“Estávamos numa situação muito pouco abonatória para os Açores em relação àquilo que eram as publicações regulares dentro desta matéria, estávamos nos últimos lugares em número de camas de cuidados paliativos”, declarou Luís Cabral aos jornalistas.

O governante, que falava na inauguração da nova unidade de cuidados paliativos, na ilha de São Miguel, explicou que não havia ainda um serviço dedicado a esses cuidados, embora já fossem prestados de forma descentralizada.

O titular da pasta da Saúde frisou que com o esforço que também será feito nos hospitais de Angra do Heroísmo e da Horta o arquipélago irá conseguir “ficar no primeiro lugar nesta área.

A unidade de cuidados paliativos do hospital de Ponta Delgada compreende 11 camas, num investimento de cerca de 250 mil euros.

Luís Cabral referiu que decorreu um processo de formação dos profissionais de saúde, ao longo dos últimos anos, no hospital de Ponta Delgada, para se poder assegurar os cuidados paliativos de forma descentralizada e concentrá-los depois num único serviço.

“Os outros dois hospitais estão a fazer este processo da mesma forma, porque consideramos que, mais do que construir a infraestrutura, se deve apostar na formação dos profissionais, garantir que o serviço é disponibilizado. Só depois se deve construir”, disse, para acrescentar que este processo está numa fase mais avançada em Angra do Heroísmo.

O secretário regional considerou que esta nova unidade vai “garantir condições de conforto melhoradas” para o utente e familiares, sendo “há muito tempo desejada” pelos profissionais do hospital e pela população.

Questionado sobre a forma como está a funcionar a rede de cuidados continuados fora do hospital de Ponta Delgada, Luís Cabral afirmou que, antes deste equipamento, um dos primeiros passos foi formar os centros de saúde e os profissionais dos cuidados de saúde primários ao nível da prestação de serviço ao domicílio.


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