Açores criam "percurso intermédio" para alunos do 12.º ano com disciplinas em atraso

Açores criam "percurso intermédio" para alunos do 12.º ano com disciplinas em atraso

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jun de 2016, 16:20

O Governo dos Açores vai criar, no próximo ano letivo, um "percurso intermédio" que permite aos alunos do 12.º ano com disciplinas em atraso concluírem o secundário com a frequência de um ano no ensino profissional.

 

"Os alunos que estão no 12.º ano no percurso normal dos cursos científico-humanísticos, mas com três disciplinas em atraso, podem fazer no Programa Formativo de Inserção de Jovens (PROFIJ) um único ano, como também uma componente profissionalizante que lhes dá a qualificação profissional de nível IV", explicou hoje a diretora regional da Educação, Fabíola Cardoso, em declarações à Lusa.

A portaria de criação deste "percurso intermédio", no âmbito dos cursos de formação profissional integrados no PROFIJ, foi hoje publicada em Jornal Oficial.

Criado em novembro de 1997, o PROFIJ visa a qualificação de jovens e a sua inserção no mercado de trabalho.

Os cursos de formação profissional deste programa conferem uma dupla certificação - habilitação académica equivalente ao 9.º ano de escolaridade ou ao 12.º ano de escolaridade e uma qualificação profissional de nível II ou IV.

A portaria publicada, assinada pelo secretário regional da Educação e Cultura, Avelino Meneses, altera o atual regulamento do PROFIJ e cria um percurso intermédio que “capitalize as aprendizagens já realizadas nos cursos científico-humanísticos com vista à conclusão do ensino secundário, mediante um percurso de dupla certificação”.

Além disso, regulamenta “uma nova via destinada a alunos com percursos incompletos de nível secundário de educação, acautelando a permeabilidade entre cursos, nomeadamente entre os cursos científico-humanísticos e os cursos previstos no regulamento agora publicado”.

O Governo dos Açores refere que a alteração visa “incrementar o sucesso educativo” e "dotar o sistema educativo regional de instrumentos dinâmicos" que deem resposta às necessidades dos alunos e do mercado de trabalho.

A criação desta nova possibilidade surge também pelos “desafios impostos" pelo alargamento da escolaridade obrigatória e porque "um número considerável de jovens oriundos de outros percursos de nível secundário” tem procurado os cursos do PROJIF como alternativa.


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