Açores concluem emissão obrigacionista de 100 ME

Açores concluem emissão obrigacionista de 100 ME

 

Lusa/AO online   Regional   3 de Jul de 2014, 17:50

O Governo regional anunciou que conseguiu um financiamento de 100 milhões de euros para a empresa Saudaçor através de uma emissão obrigacionista, sublinhando que é a primeira vez que isso acontece em Portugal desde 2009.

 

Segundo o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, a operação de financiamento da empresa pública regional do setor da Saúde através de uma emissão obrigacionista, diretamente junto dos investidores (ou seja, fora do mercado bancário), ficou concluída hoje.

A região colocou “no mercado dos investidores” uma oferta de 65 milhões de euros, mas a procura foi 1,8 vezes superior, tendo conseguido um financiamento de 100 milhões de euros para a Saudaçor, revelou o governante açoriano, numa conferência de imprensa em Angra do Heroísmo.

O dinheiro servirá para amortizar outros empréstimos da Saudaçor contraídos junto da banca com juros mais elevados, sublinhando Sérgio Ávila que isso se traduzirá "em poupança" para a região, mas também é uma forma de libertar recursos dos bancos, que assim poderão disponibilizar mais crédito aos privados.

Sérgio Ávila sublinhou, por outro lado, que os resultados desta operação permitem "aferir" a "credibilidade" da região autónoma nos mercados de investimento internacionais, sublinhando que cerca de 50% dos investidores que procuraram esta emissão em nome da Saudaçor são estrangeiros.

OS Açores "decidiram assumir um grande risco", o de ser "a primeira entidade pública” a proceder a uma emissão obrigacionista desde 2009, sublinhou o vice-presidente do executivo regional, congratulando-se com o resultado da operação.

O "sucesso" da operação permite antever que é possível "retomar o acesso ao financiamento sem ser através do sistema bancário", afirmou.

Gonçalo Botelho, administrador do Banco Finantia, que coordenou a emissão obrigacionista, considerou, na mesma conferência de imprensa, que esta foi "uma ambiciosa operação de colocar em mercado uma emissão de uma entidade pública”, “numa entrada pós-troika", destacando a “enorme recetividade” em Portugal e no estrangeiro.

Segundo explicou, o financiamento foi conseguido a três anos e a taxa de juro fica indexada à Euribor, sendo por isso variável.

"Permite que o Governo Regional se financie com condições bastante atrativas", sublinhou.

A emissão foi colocada em investidores residentes em Portugal, Espanha, Inglaterra e Suíça, acrescentou Gonçalo Botelho.

"É uma emissão que vai ser admitida, a cotação, ao Euronext Lisbon. E fazemos a admissão ao Euronext Lisbon também para fomentar o mercado de capitais português e a sua própria divulgação a nível internacional", afirmou.


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