Açores avançam com construção de central geotérmica na ilha Terceira

Açores avançam com construção de central geotérmica na ilha Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Out de 2014, 18:11

A elétrica dos Açores anunciou hoje que lançou um concurso internacional de oito milhões de euros com vista à construção da Central Geotérmica Piloto do Pico Alto, na ilha Terceira, prevendo que comece a produzir em 2016.

Foi lançado na terça-feira “o concurso internacional para a contratação de serviços de conceção, construção, fornecimento, montagem, ensaios e entrada em serviço da Central Geotérmica Piloto do Pico Alto", revela a EDA, em comunicado.

A empresa pública dos Açores espera que a assinatura do contrato de conceção deste projeto seja assinado no primeiro trimestre de 2015 e que as obras de construção arranquem nos três meses seguintes.

A central deverá começar a produzir no terceiro trimestre de 2016, segundo o mesmo comunicado.

"O contrato, na ordem dos oito milhões de euros, contempla a elaboração do projeto, fabrico, transporte, seguro e montagem dos equipamentos elétricos e mecânicos e dos trabalhos de construção civil, dos ensaios e entrada em serviço, formação e treino do pessoal", acrescenta a empresa.

A EDA lembra que "foram realizados ensaios de produtividade aos poços existentes no Campo Geotérmico do Pico Alto, entre agosto de 2013 e abril de 2014, com o objetivo de se avaliar a sustentabilidade destes para suportar uma central piloto de 3 MW".

As conclusões desses ensaios, segundo a empresa, foram no sentido de que "os poços existentes têm produtividade suficiente, desde que garantida a possibilidade de se executar um ou mais poços de produção alguns anos após a entrada de exploração da central, e que existam reservas de calor suficientes no reservatório geotérmico para sustentar uma maior capacidade de, pelo menos, 10 MW".

No mês passado, o Conselho do Governo dos Açores decidiu autorizar a EDA a adquirir a participação que a EDP Imobiliária e Participações detinha no projeto geotérmico da ilha Terceira.

O executivo regional explicou que, entre outros objetivos, esta medida visou um “reposicionamento” do projeto geotérmico da Terceira.

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