Açores acompanham com expectativa posição do Santander sobre lesados

Açores acompanham com expectativa posição do Santander sobre lesados

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Fev de 2016, 14:42

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, disse hoje que acompanha com expectativa o posicionamento do banco Santander Totta relativamente aos clientes do ex-Banif que subscreveram obrigações subordinadas.

 

“Da parte do Governo Regional acompanhamos com expectativa aquele que é o posicionamento que o Santander tem em relação a esta matéria e as diligências que - na altura própria em que o Santander entender tornará públicas - tem desenvolvido a este propósito, muito embora não esteja obrigado”, afirmou Vasco Cordeiro, após receber, em Ponta Delgada, Açores, o presidente da Comissão Executiva do banco Santander Totta.

Para o chefe do executivo açoriano, “é inteiramente compreensível a angústia das pessoas que foram afetadas por essa situação”, assinalando que esta matéria “envolve a intervenção de diversas entidades, até externas”, estando o Governo Regional a acompanhar o trabalho que está a ser feito.

Vasco Cordeiro adiantou que “em relação aos compromissos que foram assumidos pelo Santander Totta” relativos aos recursos humanos do antigo Banif, o fundo de pensões e a presença do banco junto das comunidades açorianas, nomeadamente nos Estados Unidos, “foram cumpridos”.

Hoje, o presidente da Comissão Executiva do Santander Totta disse que está a ser estudada a situação dos clientes do ex-Banif que subscreveram obrigações subordinadas, que totalizam 3.500 em todo o país com valores de 263 milhões de euros.

“O banco Santander Totta não tem nenhuma obrigação relativamente a essas obrigações subordinadas. De acordo com a resolução, de acordo com tudo aquilo que ficou estipulado, o banco Santander Totta não é o titular dessas obrigações e por força de não ser o titular dessas obrigações também não é responsável por elas”, começou por dizer António Vieira Monteiro, no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, Açores.

António Vieira Monteiro frisou que “o banco é responsável, sim, pelos depósitos, pelas obrigações seniores e pelas obrigações hipotecárias”, mas “não quer dizer, tendo em atenção esta realidade, que para defesa da sua franquia comercial, o banco não esteja a estudar e a ver alguma coisa sobre essa matéria”.

“Significa isto mesmo, o banco não tem nenhuma obrigação relativamente às obrigações subordinadas, mas tendo em atenção à manutenção da sua franquia comercial está, efetivamente, a olhar para o assunto”, insistiu, referindo não poder dizer, neste momento, mais nada sobre o assunto, mas garantindo que na devida altura o Santander Totta anunciará o que for conseguido.

A 20 de dezembro, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo ‘tóxicos' - para a nova sociedade veículo Oitante.

O Banif (em processo de reestruturação desde 2012) era o sétimo maior grupo bancário português e líder de mercado nos Açores e na Madeira.

No dia seguinte, o presidente do Governo Regional dos Açores disse que a venda do Banif ao Santander “é a melhor solução possível” e considerou que se esteve “à beira do precipício” pelo estado a que chegou este processo.

A 30 de janeiro, meia de centena de clientes do antigo Banif protestaram contra a alegada perda de poupanças junto à sede da presidência do Governo dos Açores, em Ponta Delgada, onde o chefe do executivo açoriano iria receber o seu homólogo da Madeira.

Na sequência desta manifestação, Vasco Cordeiro recebeu, dias depois, um grupo de lesados

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