Acordo com o Eurogrupo foi "primeiro passo"

Acordo com o Eurogrupo foi "primeiro passo"

 

AO/Lusa   Internacional   21 de Fev de 2015, 10:37

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse sexta-feira que o acordo com o Eurogrupo para uma extensão por quatro meses do programa de ajuda financeira à Grécia foi um "primeiro passo", que vai permitir acabar com o memorando.

 

“A Grécia termina com o memorando e torna-se coautora das suas reformas e do seu destino”, afirmou Yanis Varoufakis, no final de uma reunião do Eurogrupo.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, anunciou que a reunião de hoje dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, permitiu chegar a um acordo sobre o prolongamento da assistência financeira à Grécia.

Dijsselbloem precisou que a assistência foi prolongada por quatro meses, embora o pedido de Atenas fosse de seis meses, e, em contrapartida, as autoridades gregas comprometeram-se a conduzir uma série de reformas, em linha com as condições previstas no atual programa, tendo que apresentar já na próxima segunda-feira uma lista com medidas.

“Vamos apresentar uma lista de reformas que queremos fazer nos próximos quatro meses. As instituições dão a sua opinião segunda ou terça-feira”, afirmou o ministro grego.

Segundo Varoufakis, no final dos quatro meses o Governo grego será julgado sobre a implementação daquelas reformas.

O ministro grego disse segunda-feira que a lista a apresentar não vai incluir reformas nas pensões e no mercado de trabalho, mas formas de combate à impunidade e a evasão fiscal.

“O nosso compromisso é aumentar o salário mínimo (…) para aumentar a competitividade”, afirmou.

Questionado sobre eventuais reservas manifestadas por Espanha e Portugal em relação ao acordo, o ministro grego disse que têm uma motivação política, mas evitou entrar em detalhes, porque, disse, quer ter uma excelente relação com aqueles dois países.

“Existe uma coisa chamada bons modelos, a Espanha e Portugal são nossos parceiros, mas têm as suas próprias prerrogativas políticas e é claro que as suas reservas são motivadas por essa prerrogativas e respeito”, disse.

Varoufakis recordou também que Espanha e Portugal deram uma quantidade significativa de dinheiro à Grécia.



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