Acidente da Air France completa um ano sem investigações conclusivas

Acidente da Air France completa um ano sem investigações conclusivas

 

Lusa/AO Online   Internacional   31 de Mai de 2010, 18:33

A tragédia com o avião que fazia o voo da Air France entre o Rio de Janeiro e Paris completa hoje um ano, sem que as razões do acidente, o pior da história da companhia francesa, tenham sido explicadas.

As caixas-negras do Airbus-A330, que seriam fundamentais para esclarecer o acidente, não foram localizadas, mesmo depois de uma longa busca com a utilização de um submarino nuclear francês.

Da mesma forma, 178 corpos dos 228 ocupantes do avião que morreram no desastre não foram encontrados.

As equipas de resgate recolheram partes dos destroços do Airbus A330, mas estas não chegam a cinco por cento da aeronave.

O acidente ocorreu na noite de 31 de maio de 2009, quando o avião da Air France se despenhou no Atlântico, a cerca de 1500 quilómetros do litoral de Recife, Nordeste do Brasil, na região da cordilheira Meso-Atlântica.

Esta área tem um relevo muito irregular e uma profundidade que pode chegar a 4000 metros, o que dificultou muito o trabalho das equipas de busca.

O Airbus chegou a emitiu uma mensagem automática de despressurização e de problemas elétricos, mas sem as caixas-negras "será difícil ter uma investigação conclusiva", de acordo com o Gabinete de Investigações e Análises (BEA na sigla em francês), encarregado das investigações técnicas sobre o acidente.

Os familiares das vítimas, que ainda esperam por indemnizações, pressionam para que as buscas sejam retomadas, mas estas operações, que envolveram navios, radares, submarinos e robôs, já custaram cerca de 20 milhões de euros.

Segundo o diretor técnico do Sindicato Brasileiro das Empresas Aeronáuticas, Ronaldo Jenquins, com os dados disponíveis até agora, as autoridades "jamais" poderão fazer um relatório conclusivo, embora se saiba que houve falha nos sensores externos que medem a velocidade do avião.

Na avaliação do especialista, há "hipóteses" sobre as causas do acidente, mas "nada consistente" ainda.


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