Acesso aos cuidados de saúde aumentou nos Açores mas doenças também

Acesso aos cuidados de saúde aumentou nos Açores mas doenças também

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Fev de 2018, 17:17

O acesso aos cuidados de saúde aumentou nos Açores entre 2014 e 2016, revela um estudo sobre o Plano Regional de Saúde, entregue no parlamento regional, que demonstra também ter ocorrido um aumento de algumas doenças.

"Esta melhoria da acessibilidade dos açorianos aos cuidados de saúde permitiu diagnosticar o aumento de utentes com diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade, aumento do consumo de álcool e tabaco e de níveis preocupantes ao nível da toxicodependência", admitiu esta sexta-feira o secretário regional da Saúde, em conferência de imprensa realizada na Horta, na ilha do Faial.

Rui Luís adiantou que, perante este cenário, "é necessário apostar numa intervenção integrada" de maior prevenção e promoção de hábitos de vida saudáveis, a começar por um programa regional de promoção da alimentação saudável, que já se encontra em consulta pública, mas também planos de ação com vista à redução do consumo de álcool e do tabaco.

"Os resultados desta estratégia não serão imediatos e é muito importante consciencializarmo-nos de que só a médio prazo teremos resultados provenientes de mudanças de atitudes e da adoção de comportamentos saudáveis", advertiu o governante.

De acordo com o relatório de avaliação intercalar do Plano Regional de Saúde, que vigora até 2020, o número de médicos no Serviço Regional de Saúde aumentou para 599 no ano de 2016, atingindo o seu valor mais elevado de sempre, tal como o número de enfermeiros (1.545), que bateu recordes.

"Entre 2014 e 2016 registou-se também um aumento no total de consultas de 23%, sendo 36% nas unidades de saúde de ilha e 11% nos hospitais, atingindo-se praticamente as 790 mil consultas", realçou o titular da pasta da Saúde nos Açores.

Com base no relatório agora divulgado, a esperança média de vida à nascença subiu para 77,2 anos em 2016 e a taxa de mortalidade infantil é a mais baixa do país (1,8 por mil nados vivos), registando o "valor mais baixo de sempre desde que há registos".



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