Acesso à saúde pelas mulheres é indispensável para o desenvolvimento da igualdade de género

Acesso à saúde pelas mulheres é indispensável para o desenvolvimento da igualdade de género

 

Lusa/AO Online   Internacional   20 de Out de 2015, 07:18

O acesso à saúde pelas mulheres é indispensável para o desenvolvimento de uma agenda de igualdade de género que leve as mulheres ao seu "potencial máximo", disse hoje o subsecretário-geral da ONU, Babatunde Osotimehin.

“O principal desafio para a comunidade internacional e local é ser capaz de prover às mulheres e raparigas o acesso à saúde, para que possam desenvolver o seu potencial máximo”, declarou o diretor executivo do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), numa entrevista à agência de notícias espanhola Efe.

Além disso, trabalhar ativamente neste ponto permitirá consolidar a igualdade de género, apontou o representante da ONU, que participa na conferência global sobre saúde materna e neonatal na capital mexicana, até quarta-feira.

“Este encontro é o primeiro deste tipo desde a adoção da agenda 2030 das Nações Unidas e é importante porque trata de muitos aspetos da saúde, bem-estar e direitos” das mulheres e recém-nascidos, acrescentou Osotimehin.

Neste aspeto, recordou que as mulheres, quando recebem educação, podem oferecer melhores cuidados a seus filhos, fazendo diminuir a taxa de mortalidade infantil.

Por isso, o responsável da ONU sublinhou a necessidade de aumentar os orçamentos que os Estados destinam à educação e saúde sexual e reprodutiva e, sobretudo, apelou ao equilíbrio dos gastos segundo as regiões.

Neste sentido, indicou os avanços alcançados no Estado mexicano de Chiapas, com um projeto público-privado que envolve sete nações centro-americanas e aquela região do México, que permitiu dar acedo à saúde a "mulheres excluídas".

Osotimehin instou à luta contra a violência de género educando os homens, dando poder às mulheres no plano social e económico e criando uma efetiva legislação que evite a impunidade nestes casos.

A conferência, que reúne mais de mil responsáveis de políticas públicas, investigadores, especialistas e ativistas de 75 países, oferece às entidades de saúde materna e neonatal a possibilidade de criar estratégias e ações na matéria.

A intenção é atingir as metas definidas pelos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável na Estratégia Global para a Saúde das Mulheres, Crianças e Adolescentes, adotada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em setembro passado.

 


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