Abu Sayyaf divulga vídeo da decapitação de refém alemão


 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   27 de Fev de 2017, 10:09

O grupo terrorista filipino Abu Sayyaf divulgou o vídeo da execução de um refém alemão de 70 anos, Juergen Kantner, decapitado após o fim do prazo definido para o pagamento do resgate.

 

O vídeo, de 01:43 minutos e difundido pelo portal SITE Intel Group, mostra um suposto membro do grupo terrorista a decapitar Kantner com uma foice e a exibir a sua cabeça perante as câmaras.

Pouco depois da divulgação do vídeo, um responsável do governo filipino, Jesus Dureza, confirmou a morte do alemão.

"Lamentamos e condenamos fortemente a decapitação barbárica de mais uma vítima de sequestro", disse Dureza em comunicado.

"Até ao último momento, muitos setores, incluindo as Forças Armadas das Filipinas esgotaram todos os esforços para salvar a sua vida. Todos demos o nosso melhor. Mas foi em vão", disse.

Fontes militares no sul do país dizem não ter ainda encontrado o corpo da vítima.

O Abu Sayyaf exigia o pagamento de um resgate de 30 milhões de pesos filipinos (565.000 euros) antes da tarde de domingo como condição para libertar Juergen Kantner, sequestrado em novembro do ano passado, em águas do estado malaio de Sabah, adjacente ao sul das Filipinas, depois de piratas terem abordado o iate em que viajava com a sua mulher, que foi morta a tiro.

O Abu Sayyaf intensificou a sua atividade no último ano com o sequestro de dezenas de pessoas nas águas do sudoeste das Filipinas e nordeste da Malásia, muitas delas tripulantes de embarcações que navegavam na zona.

Em meados deste mês, as Forças Armadas das Filipinas desaconselharam o pagamento do resgate, argumentando que tal significaria o encaixe de uma avultada verba que permitiria ao Abu Sayyaf reforçar a sua capacidade militar e comprar o apoio das comunidades nas quais se esconde na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas.

O Abu Sayyaf, uma das organizações terroristas mais ativas nas Filipinas e que jurou lealdade ao autoproclamado grupo Estado Islâmico (EI), também decapitou no ano passado dois canadianos (John Ridsdel e Robert Hall) por não ter recebido o resgate que exigiu no prazo imposto.

Ao Abu Sayyaf, criado em 1991 por um grupo de ex-combatentes da Guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética, é atribuída a autoria de alguns dos mais sangrentos atentados dos últimos anos nas Filipinas e de inúmeros sequestros, através dos quais se financia.

O grupo rebelde mantém em seu poder outros 20 reféns: sete malaios, seis vietnamitas, quatro filipinos, dois indonésios e um holandês, segundo as autoridades do país.


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