Abastecimento penalizado por "interpretação incorreta" dos estivadores

Abastecimento penalizado por "interpretação incorreta" dos estivadores

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Mai de 2016, 15:45

O secretário do Turismo e dos Transportes dos Açores, Vitor Fraga, admitiu que o transporte marítimo de mercadorias para a região foi penalizado devido a uma "interpretação incorreta" dos serviços mínimos decretados durante a greve dos estivadores.

Em reação às críticas da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, relativamente à regularidade do transporte de mercadorias entre o continente e o arquipélago durante a paralisação, o governante reiterou que os serviços mínimos "satisfazem" a região, mas não foram bem interpretados pelo Sindicato dos Estivadores.

"O que aconteceu foi uma interpretação incorreta por parte do sindicato, do despacho que definia os serviços mínimos", insistiu Vitor Fraga, em declarações aos jornalistas, na Horta, ilha do Faial, acrescentando que o assunto já terá sido clarificado pelo Ministério do Mar e pela Secretaria de Estado do Emprego.

O titular da pasta dos Transportes referiu que o despacho determina que a região deve receber "dois navios de cinco em cinco dias para toda a carga" e prevê ainda a possibilidade do transporte de carga perecível, quando tal se justificar.

"Se houver o cumprimento daquilo que está no despacho, em matéria de serviços mínimos, esse assunto fica ultrapassado e naturalmente que o abastecimento à região será restabelecido dentro da normalidade", insistiu Vitor Fraga.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defendeu recentemente a requisição civil como forma de combater o impacto que a greve da estiva está a causar nos Açores.

"É evidente que, face a uma greve desta natureza, e sendo que grande parte do comércio dos Açores é com a zona de Lisboa, este novo anúncio [de prolongamento da greve] é gravíssimo para a economia dos Açores. É tão grave que suscita que as autoridades tomem medidas para acionar os mecanismos necessários para suprir todos os transtornos que esta situação gera", declarou, então, Mário Fortuna.

O responsável apontou na ocasião que os efeitos nefastos se fazem sentir a nível das mercadorias e das matérias-primas, que são importadas, bem como ao nível dos produtos e das matérias que são exportadas da região.

A greve decretada pelo Sindicato dos Estivadores, para o porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, vai prolongar-se até ao dia 27 de maio.

A greve tem sido prolongada através de sucessivos pré-avisos devido à falta de entendimento entre estivadores e operadores portuários sobre o novo contrato coletivo de trabalho.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.