Automobilismo

A1GP vai ser alternativa à Fórmula 1


 

Lusa/AO   Outras modalidades   17 de Dez de 2007, 14:16

O campeonato A1GP vai ser, dentro de dois ou três anos, uma alternativa ao mundial de Fórmula 1, considera o brasileiro Emerson Fittipaldi, antigo campeão mundial da modalidade rainha do automobilismo.

Fittipaldi, dono da equipa brasileira do A1GP que no último fim-de-semana esteve presente na cidade continental chinesa de Zhuhai, explicou, em entrevista à agência Lusa que a entrada da Ferrari na temporada 2008/2009 vai transformar os carros de A1 no "sonho" da Fórmula 1.
"Quando se tem muita pressão aerodinâmica do chassis não se consegue seguir o carro da frente e por isso não se consegue ultrapassar que é um dos grandes problemas da Fórmula 1", disse Emerson Fittipaldi para salientar que o carro que será desenvolvido pela Ferrari para o A1GP vai possibilitar "andar grudado" no carro da frente.
"O próprio pessoal da Ferrari está motivado porque é um sonho do que deveria ser um carro para competir, para ter uma corrida com mais ultrapassagens, com mais competição que a Fórmula 1 hoje não tem", afirmou.
Fittipaldi referiu que é a evolução do conceito e do campeonato que vai transformar a prova numa alternativa aos pilotos de Fórmula 1, tal como aconteceu nos Estados Unidos com a Indy Car.
O antigo campeão do Mundo, que venceu dois Mundiais em 1972 e 1974, afirmou também que nunca ninguém pensou que o A1GP tivesse uma evolução tão rápida, e recordou que tem existido um "movimento que vem da Fórmula Um" contra a categoria, mas salientou que não há qualquer possibilidade de "segurar" a sua evolução.
Sublinhando que a grande evolução da A1 se deve ao trabalho desenvolvido pelo português António Teixeira, presidente do campeonato, Emerson Fittipaldi explicou que o segredo está “no talento do piloto e nas afinações da equipa para cada pista”.
“Cada vez mais é mais difícil porque hoje há equipas como a China que não tinham tradição no automobilismo e que nesta terceira temporada estão muito competitivas e a andar à frente de muitos países com tradição", afirmou.
Emerson Fittipaldi considerou que o campeonato abre portas e "não só mostra o talento mas também dá hipóteses a países que nunca participaram num campeonato do mundo, que nunca poderiam participar e estão a participar agora e com resultados".  Sobre o campeonato A1GP, Emerson Fittipaldi disse ainda que o conceito é "revolucionário" ao introduzir a fórmula de ser um país contra país, uma espécie "campeonato do mundo de automobilismo", no qual a entrada da Ferrari, com toda a experiência e marketing, irá proporcionar uma "fórmula fantástica" com um carro de mais de 600 cavalos com tudo mecânico, sem electrónica. 
Com dificuldades de ficar longe das pistas - fez uma viagem de 30 horas para assistir à corrida de A1GP na China -Emerson Fittipaldi defende que na próxima temporada na Fórmula 1 Nelson Piquet Júnior "irá dar mais problemas a Fernando Alonso do que Lewis Hamilton deu no ano passado porque o brasileiro "anda muito rápido".
Depois da saída de Michael Schumacher, Fittipaldi pensou que o campeonato irá perder muito do seu interesse mas gostou do que viu no ano passado com a estreia "brilhante" de Hamilton. No entanto continua a pensar que falta mais competitividade na prova.
"Ainda há um desequilíbrio muito grande das equipas o que para mim é o grande problema. Não é como nos anos 70 que todas as corridas tinham cinco ou seis carros que podiam vencer a corrida. Hoje sabemos quem são os favoritos", disse.
Já sobre os outros brasileiros na categoria, Fittipaldi acha que Felipe Massa está numa "posição excelente e tem hipóteses de ganhar mundial" enquanto que Ruben Barichelo terá de esperar pelo desenvolvimento do Honda.
No entanto, e depois de uma excelente estreia, Emerson Fittipaldi, que espera ver um dia o nome da família regressar às grandes provas mundiais de automobilismo, com os netos Pietro, de 11 anos, e Enzo, de cinco anos - que já disputam e "vencem" provas de Kart nos EUA - aposta em Lewis Hamilton como grande candidato ao título de pilotos.
Seja como for, o antigo campeão mundial, garante que vai estar atento a pelo menos duas corridas. "Nunca perco o Brasil e o Canadá"!

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