Trabalho

80% dos classificados não referem qualificação exigida aos candidatos

Um estudo efetuado por uma equipa do Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo (ISCET) verificou que 81 por cento dos anúncios de emprego não indicam qualificação exigida e quase nenhuns incluem a remuneração.


A equipa do ISCET, orientada pela professora daquele instituto Sónia Dantas, recolheu 701 anúncios publicados no Jornal de Notícias, no Público e no semanário Expresso, dos quais 94 por cento não referem a remuneração oferecida.

Dos que mencionaram, a média era 826 euros, com o máximo a atingir os 2.500 euros para assistente técnico no ramo dos serviços públicos e o mínimo nos 300 euros para um ‘part-time’ de empregada de mesa.

A maioria dos classificados que indicaram as qualificações necessárias exigiram como escolaridade mínima a licenciatura, num total de 54 por cento, seguindo-se o ensino básico nos 21 por cento.

As competências mais procuradas pelos empregadores foram a informática, o inglês, a comunicação, línguas, trabalho em equipa e o trabalho por objetivos, enquanto as áreas onde houve mais oferta foram o setor comercial, hoteleiro e da construção.

“No que concerne à valorização, ocorreram mais referências a nível da experiência, disponibilidade, boa apresentação e carta de condução”, explicaram os redatores do estudo.

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