8.000 migrantes bloqueados, Grécia protesta junto da Macedónia

 8.000 migrantes bloqueados, Grécia protesta junto da Macedónia

 

Lusa/AO Online   Internacional   22 de Fev de 2016, 15:53

Cerca de 8.000 migrantes estão bloqueados na fronteira entre Grécia e Macedónia e no principal porto grego, o que levou Atenas a anunciar diligências diplomáticas junto de Skopje, que na sexta-feira encerrou a fronteira a refugiados afegãos.

 

“Iniciámos ações diplomáticas, pensamos que o problema vai ser resolvido”, disse o ministro-adjunto do Interior para as Migrações, Ioannis Mouzalas, ao canal do parlamento grego, sem precisar que passos foram tomados.

Segundo a polícia, cerca de 5.000 refugiados e migrantes estão bloqueados no posto de Idomeni, na fronteira com a Macedónia, e outros 3.000 no porto de Pireu.

“Não esperamos uma solução diplomática hoje”, disse uma fonte governamental à agência France Presse, acrescentando que as autoridades vão tentar instalar os afegãos nas estruturas existentes.

O bloqueio do fluxo migratório para os países da Europa central e do norte, que até agora permitia a passagem de sírios, iraquianos e afegãos, ocorre depois de a Áustria ter decidido limitar a 80 o número de pedidos de asilo aceites por dia e a 3.200 as pessoas autorizadas a passar a fronteira.

“Se Áustria fecha as suas fronteiras haverá um efeito dominó” na rota que atravessa os países dos Balcãs, afirmou a fonte governamental.

As ilhas gregas continuam a ser a principal porta de entrada dos migrantes na Europa. Depois de registados nas ilhas, os migrantes deslocam-se para o Pireu, grande porto de Atenas, onde apanham o transporte viário até Idomeni, onde saem de território grego com destino sobretudo à Alemanha e países escandinavos.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, criticou no domingo “a inaceitável” decisão da Áustria, que convocou uma míni-cimeira sobre migrações com os líderes dos países balcânicos para quarta-feira.

“Não funcionará se alguns países pensarem que podem resolver o problema colocando peso extra nas costas da Alemanha”, disse o ministro alemão, acrescentando que vai levantar a questão na próxima reunião de ministros do Interior da União Europeia (UE) na quinta-feira.


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