38 mil médicos escolhem 14º bastonário


 

Lusa/Ao online   Nacional   12 de Dez de 2007, 08:20

Cerca de 38 mil médicos escolhem hoje o 14º bastonário da sua ordem profissional, depois de uma campanha marcada pela polémica em torno do código deontológico, tema espoletado pela legalização do aborto em Portugal.
Pedro Nunes, actual bastonário, recandidata-se ao cargo e é o único dos três candidatos a defender a manutenção do artigo do código deontológico que estabelece a prática de aborto como uma "falha grave".

    Isto apesar de o ministro da Saúde, António Correia de Campos, ter dado indicação à Ordem para alterar o artigo 47º do código deontológico, na sequência de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que manda "repor a legalidade do regulamento" por contrariar a nova lei da interrupção voluntária da gravidez.

    Este artigo estabelece que “o médico deve guardar respeito pela vida humana desde o seu início” e que “constituem falta deontológica grave quer a prática do aborto quer a prática da eutanásia”.

    Os outros dois candidatos - Carlos Santos Silva e Miguel Leão - defendem que o código deve ser alterado face à nova lei que despenaliza a interrupção voluntária da gravidez até às dez semanas, apesar de criticarem a atitude do ministro da Saúde.

    Unidos contra a política de saúde de António Correia de Campos, os três candidatos prometem uma discussão com resultados sobre o Código Deontológico, matéria que tem sido abordada nos últimos anos com alguma regularidade e a propósito de temas como o aborto ou a eutanásia.

    As eleições realizam-se entre as 08:00 e as 20:00 nas três secções regionais (Norte, Centro e Sul) da Ordem.

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