Cimeira Ásia-Pacífico de Sidney

Bush recebido com manifestação pacifista

 Bush recebido com manifestação pacifista

 

Lusa / AO   Internacional   4 de Set de 2007, 17:12

O presidente norte-americano, George W. Bush, chegou hoje para participar na cimeira Ásia-Pacífico (APEC) de Sidney, onde militantes pacifistas e ecologistas se manifestavam para lhe mostrar que não é bem-vindo.
Bush, proveniente do Iraque, onde fez uma visita surpresa, aterrou cerca das 22:25 locais (13:25 de Lisboa) na principal cidade australiana, transformada em fortaleza para a cimeira dos líderes dos 21 membros da APEC (Cooperação Económica Ásia-Pacífico), cujas sessões oficiais se realizarão sábado e domingo.

O presidente norte-americano saiu do avião presidencial seguido pela secretária de Estado Condoleezza Rice.

Oficialmente consagrada sobretudo às alterações climáticas e ao comércio, a reunião poderá contudo dedicar uma boa fatia dos trabalhos a questões mais quentes da actualidade, como o processo nuclear norte-coreano, que foi levantado logo que chegou à Austrália o negociador chefe norte-americano para a questão, Christopher Hill.

Hill manteve as pressões sobre Pyongyang, reafirmando que o regime norte-coreano deve ainda progredir no seu programa de desnuclearização para ser retirado da lista norte-americana de países que Washington considera apoiarem o terrorismo.

Sob o olhar vigilante dos membros das forças da ordem, perto de uma centena de manifestantes concentraram-se ao fim da tarde no centro de Sidney, apelando ao “fim da guerra” no Iraque e gritando “os soldados fora, já” para um “Bush (que) não é bem-vindo”.

A manifestação simbólica para marcar a chegada do líder norte-americano, não se prolongou por mais que uma hora.
Contudo, os seus organizadores contam repetir sábado a experiência e atrair então um milhar de pessoas.

As autoridades australianas montaram o mais importante dispositivo de segurança da história do país para impedir quaisquer incidentes, erigindo nomeadamente uma vedação de aço e betão no coração turístico da cidade.

Na Austrália, Bush deverá encontrar-se no fim da semana, nomeadamente, com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Hu Jintao.

Deverá regressar a Washington antes do final da cimeira, a tempo de testemunhos cruciais perante o Congresso do general David Petraeus, comandante da força multinacional no Iraque, e de Ryan Crocker, embaixador dos Estados Unidos em Bagdad.

Os dirigentes da APEC chegarão numa ordem dispersa para uma cimeira que o primeiro-ministro australiano, John Howard, esvaziou já de parte das expectativas, ao afirmar que não será adoptado qualquer compromisso vinculativo quanto às emissões de gases com efeito de estufa.

A APEC inclui os principais poluidores do planeta: Estados Unidos, China e a Austrália, um importante exportador de carvão.

Contudo, em matéria de emissões de gases com efeito de estufa, os seus líderes deverão limitar-se a definir “aspirações” a longo prazo para o período pós-Kyoto, principal tratado internacional sobre o clima, que expira em 2012 e que nem os Estados Unidos, nem a Austrália desejaram.
Até sábado, reuniões ministeriais prepararão as discussões, podendo os líderes concentrar-se em encontros bilaterais e multilaterais a outro nível.

A APEC engloba a Austrália, Brunei, Canadá, Chile, China, Estados Unidos, Hong-Kong, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Papuásia-Nova Guiné, Peru, Filipinas, Rússia, Singapura, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia e Vietname.

Este bloco representa 41 por cento da população mundial e 56 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta.
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