2014 foi o ano "mais sangrento" para jornalistas nos territórios palestinianos


 

Lusa/AO online   Internacional   15 de Jan de 2015, 17:00

O ano de 2014 foi o mais mortífero de sempre para os jornalistas a trabalhar nos territórios palestinianos, anunciou um observatório sediado na Faixa de Gaza, meses após uma guerra sangrenta naquele enclave cercado.

 

“2014 foi um ano negro para a liberdade de imprensa na Palestina: foi o pior e o mais sangrento”, afirmou o Centro para a Liberdade de Imprensa da Faixa (CLIF) de Gaza no seu relatório anual.

No documento, o CLIF acusa Israel de cometer 295 “violações da liberdade de imprensa” diferentes nos territórios palestinianos ocupados.

Tais infrações resultaram na morte de 17 jornalistas durante a guerra de 50 dias na Faixa de Gaza, entre julho e agosto.

Israel também deteve e aprisionou um número não-especificado de jornalistas, negou liberdade de movimentos a trabalhadores da imprensa local que queriam sair da sitiada Faixa de Gaza, e destruíram total ou parcialmente 19 edifícios onde funcionavam as redações de órgãos de comunicação social nos bombardeamentos ao território durante o conflito.

As autoridades palestinianas também cometeram 82 violações da liberdade de imprensa, incluindo deter e convocar 28 jornalistas, e agredir ou ferir outros 26.

O conflito entre Israel e os militantes do Hamas na sobrepovoada Faixa de Gaza, que tem 1,8 milhões de habitantes, fez cerca de 2.200 mortos entre os palestinianos, na maioria civis, e 73 do lado israelita, sobretudo soldados.


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