2014 foi "ano negro" para a segurança na Europa

2014 foi "ano negro" para a segurança na Europa

 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Jan de 2015, 17:32

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considerou que 2014 foi um "ano negro" para a Europa em termos de segurança por causa do terrorismo alimentado por extremismos de países terceiros, apontando também o dedo a Moscovo.

 

Stoltenberg falava na apresentação do relatório anual de 2014 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).

“E entrando em 2015, os ataques terroristas em Paris foram um duro aviso sobre as ameaças e desafios que enfrentamos”, disse, acrescentando que, por outro lado, “vimos milhões de pessoas a defenderem os nossos valores e a nossa sociedade aberta”.

Para o secretário-geral da NATO, a violência extremista nas fronteiras – nomeadamente no Iraque e na Síria – e a atuação da Rússia na anexação da Crimeia e na destabilização da Ucrânia alteraram completamente o ambiente de segurança.

“Estas ameaças desafiam a ordem internacional que construímos desde a queda do Muro de Berlim – uma ordem que dá corpo aos nosso valores democráticos e é vital para o nosso modo de vida”, salientou.

No balanço de 2014, Stoltenberg referiu-se ainda às conclusões da Cimeira no País de Gales, em setembro, especialmente no que se refere às dotações orçamentais para a defesa, tendo os países da NATO concordado num objetivo de 2% do Produto Interno Bruto, a atingir numa década, e na aplicação mais eficiente das verbas.

A missão da NATO no Afeganistão, que terminou no ano passado, foi outro dos pontos positivos focados pelo responsável da organização.


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