17 doentes infetados com Ébola continuam a monte na capital da Libéria


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Ago de 2014, 14:38

Os 17 doentes infetados com o vírus Ébola que escaparam de um centro de isolamento em Monróvia, capital da Libéria, continuam a monte, informaram as autoridades locais.

 

“Continuamos à procura dos 17 doentes que fugiram do centro, mas ainda não os encontrámos”, confirmou à AFP o ministro da Informação liberiano, Lewis Brown.

Na noite de sábado, homens armados com bastões e facas atacaram e pilharam o centro de isolamento, levando à fuga dos 17 doentes internados.

À AFP, Fallah Boima, mãe de um dos doentes em fuga, disse não ter tido notícias do filho desde o ataque.

Segundo relataram testemunhas, os assaltantes gritavam palavras de ordem hostis à Presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, que acusam de fabricar uma epidemia de Ébola no país.

“O pior é que aqueles que pilharam o centro levaram colchões e lençóis contaminados com fluidos dos doentes. Arriscamo-nos a estar perante uma situação difícil de controlar”, reconheceu o ministro.

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infetados, provocando febres hemorrágicas que, na maioria dos casos, são fatais.

Nesse sentido, Lewis Brown, designado porta-voz para informações sobre a epidemia de Ébola na Libéria, admitiu a possibilidade de pôr em quarentena a zona de West Point, onde se situa o centro de isolamento atacado, instalado num liceu do bairro onde vivem cerca de 75 mil pessoas.

“Os criminosos que pilharam o centro já estarão todos, nesta altura, provavelmente infetados com o vírus Ébola. Pôr o bairro de quarentena poderá ser uma solução”, frisou o ministro.

Segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ébola causou, em cinco meses, 1.145 mortos, em maior número da Libéria (413), seguido de Guiné-Conacri (380), Serra Leoa (348) e Nigéria (4).

No dia 8, a OMS declarou a epidemia de Ébola uma “emergência de saúde pública com alcance internacional” e recomendou a adoção de medidas excecionais para deter a propagação do vírus.

Uma série de países da África Ocidental já declararam também o estado de emergência e várias fronteiras foram encerradas.

Não existe tratamento nem vacina, cenário que faz do Ébola um dos mais mortais e contagiosos vírus para os seres humanos.


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