Primeira reunião como presidente do conselho de administração

Filipe Pinhal acaba com comités executivos

Filipe Pinhal acaba com comités executivos

 

Lusa / AO   Economia   3 de Set de 2007, 22:04

O novo presidente do BCP acabou com os comités executivos no banco, manteve para si o comando da rede comercial e fundiu as operações internacionais, que passam depender de Christopher de Beck, revelou hoje à Lusa fonte oficial do banco.
Na primeira reunião como presidente do conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP), Filipe Pinhal determinou a extinção dos comités executivos, passando a existir apenas comités de coordenação.

Isto significa que o poder de decisão volta inequivocamente ao conselho de administração executivo (CAE), num sinal de que Pinhal vai conduzir o banco.

Além disso, cada área de negócio - retalho, corporate, banca de investimento, serviços bancários e operações internacionais (por fusão do European e do Overseas Committe) - passa a ter dois administradores responsáveis e não um com outro alternante, como acontecia até aqui.

O novo presidente do Millennium bcp deu também um sinal claro de que o enfoque é o negócio e a relação com os clientes ao manter para si o comando da rede comercial.

"Em vez de flutuar sobre o negócio, estará dentro, mergulhado, na actividade comercial", frisava fonte oficial do banco em declarações à agência Lusa.

A fusão das operações internacionais - até agora divididas em European e Overseas - é outro sinal de clarificação do processo de decisão no banco.

Estas passam a estar sob a alçada de um único administrador, Christopher de Beck, vice-presidente do banco.

António Rodrigues, administrador responsável pela área financeira do Millennium bcp, acrescenta às responsabilidades que já tinha as relações com a Fortis.

Recorde-se que estes dois administradores e ainda Alípio Dias, tal como de Beck, estiveram juntamente com o actual presidente do lado aposto ao de Paulo Teixeira Pinto, que sexta-feira deixou o banco.

Castro Henriques, que como Francisco Lacerda, esteve ao lado do presidente cessante, perde, nesta reorganização, a relação institucional do Millennium bcp com o Fortis, além da função que tinha no comité Overseas, onde está a operação em Angola, entre outras.

Francisco Lacerda vê também os seus pelouros reduzidos, deixando a banca de investimento, e vai para o retalho, pelouro que é do presidente do banco, conforme referido, ficando com a área de produtos, mas sem responsabilidades ao nível da rede.

Segundo fonte oficial, estão ainda a ser ultimados alguns detalhes sobre esta reafectação de pelouros no Millennium bcp e, também, sobre o fim dos comités executivos, corpos que tinham poderes executivos e que, aparentemente, tornavam menos claro o processo de decisões dentro do banco.
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